Deputados defendem ‘big brother’ em escolas e sistema de reconhecimento facial após ataques
Da Redação
Uma avalanche de projetos de lei em diversos estados voltados à segurança em instituições de ensino vem sendo propostos após os recentes ataques a escolas com mortes em São Paulo e Santa Catarina. Grupos nas redes sociais vêm também estimulando ataques, que vem se espalhando por diversos municípios brasileiros. Além disso, há uma onda de boatos que estão assustando as comunidades escolares e as famílias dos alunos.
Levantamento do jornal Folha de S.Paulo aponta que foram propostos ao menos 102 projetos de lei nas Assembleias Legislativas dos 26 estados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal nos últimos 30 dias relacionados à segurança em unidades de ensino.
A maioria dos projetos propõe a instalação de portas giratórias, detectores de metais, portarias exclusivas, construção de muros altos, revistas em mochilas, obrigatoriedade de muros altos e até reconhecimento facial para acesso às unidades de ensino.
Na Bahia, além de um projeto que prevê detectores nas 1.065 escolas da rede estadual, a Assembleia deve apreciar uma outra proposta que autoriza a inclusão do reconhecimento facial como forma de acesso nas escolas estaduais.
Em entrevista à Folha de S. Paulo, o autor do projeto, o deputado estadual Hassan (PP), afirmou não obrigar que o governo adote sistema em todas as escolas. Mas defende a viabilidade da medida para auxiliar na segurança das escolas.
“Essa onda de violência está tomando uma proporção que nos preocupa. Como pai e político, quero ter a tranquilidade de fiz a minha parte. A gente não pode ficar de braço cruzado esperando que o mal aconteça”, diz o deputado, que admite não ter estimado o custo de implementação a proposta.







