sábado, 9 de maio de 2026

Desigualdade salarial para mulheres e negros cresce na Bahia, aponta IBGE

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Da Redação

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que a desigualdade salarial para mulheres e pessoas negras aumentou na Bahia em 2025. Segundo a pesquisa, as trabalhadoras baianas receberam, em média, R$ 2.084, valor 14,1% inferior ao rendimento dos homens, que ganhavam R$ 2.426. Em 2022, essa diferença era de 7,8%, a menor da série histórica da PNAD Contínua.

Entre os trabalhadores pretos, o rendimento médio foi de R$ 1.887, o equivalente a 41,3% a menos do que o recebido por pessoas brancas, cuja média salarial chegou a R$ 3.217. Já os trabalhadores pardos tiveram rendimento médio de R$ 2.157, ficando 32,9% abaixo dos brancos. Apesar disso, o levantamento também apontou redução da desigualdade no rendimento domiciliar geral da Bahia, com melhora do índice estadual entre 2024 e 2025.

Em entrevista ao g1, o professor da Universidade Federal da Bahia e advogado trabalhista João Gabriel Lopes afirmou que o aumento das desigualdades reflete problemas estruturais do mercado de trabalho brasileiro. Segundo ele, mulheres e pessoas negras seguem enfrentando maiores barreiras de acesso a cargos valorizados, liderança e melhores salários, além de maior presença em ocupações precarizadas e informais. O especialista defende que o debate público sobre raça e gênero precisa ser acompanhado de políticas concretas, fiscalização e maior transparência salarial para enfrentar o problema.

09 de maio de 2026, 09:00

Compartilhe: