Diarista foi usada como funcionária fantasma em esquema de rachadinha de Alcolumbre
Da Redação
A diarista Marina Ramos Brito foi uma das pessoas usadas pelo senador Davi Alcolumbre em um esquema de rachadinha em seu gabinete. A revista Veja localizou algumas dessas funcionárias, todas pobres e moradoras da periferia do Distrito Federal.
Quando a denúncia se tornou pública, Alcolumbre não negou a existência, mas disse desconhecer, pois, segundo ele, quem ficava na parte administrativa era Paulo Boudens, braço direito do senador.
No entanto, em entrevista à Veja, Marina Ramos revelou que conversou pessoalmente com o senador e resumiu como funcionava o esquema: “Eu te ajudo e você me ajuda”.
A diarista foi admitida como assessora parlamentar e seu salário passava de R$ 14 mil. No entanto, ela só ficava com R$ 1.350.
É o mesmo caso da dona de casa Lilian Alves Pereira, também ouvida pela reportagem. Ela foi contratada como assessora junior, com salário bruto de R$ 11 mil. Extratos bancários mostram que o salário do mês de julho do ano passado foi creditado na conta em nome de Lilian, sendo que dos R$ 7.304 depositados, sobraram apenas R$ 4,49.
Apesar de Paulo Boudens ser apontado como o chefe do esquema, as conexões mostram que Alcolumbre tinha conhecimento das operações, até porque, segundo a Veja, os dois trabalham juntos desde a época em que o congressista chegou a Brasília para o primeiro mandato como deputado federal e tinham uma relação de extrema confiança.
No esquema das rachadinhas, era Boudens quem conduzia as entrevistas, estabelecia quanto cada uma iria receber e a quem deveriam ser entregues cartões e senhas bancárias.








