sábado, 13 de junho de 2026

Em clima de disputa interna sobre candidatura à Prefeitura, PT encerra encontros territoriais em Salvador

Foto: Divulgação

Da Redação

O PT da Bahia realiza neste sábado (22), em Salvador, o último dos encontros territoriais visando as eleições municipais de 2024. Vencer na capital onde nunca triunfou é uma prioridade para o partido, inclusive do diretório nacional, que está “de olho” nas movimentações da sigla na “boa terra” para tentar superar o grupo liderado pelo ex-prefeito ACM Neto (União), que vai completar 12 anos no Palácio Thomé de Souza – dois com o ex-gestor e mais quatro com o atual, Bruno Reis (União), postulante à reeleição.

Por enquanto, o clima no PT é de disputa interna. Há uma corrente na legenda que defende o apoio a uma candidatura construída pelo deputado estadual Robinson Almeida (PT). Uma outra prefere o presidente da Conder, José Trindade, que está no PSB, mas pode migrar para o ninho petista. Outros quadros do partido almejam lançar uma mulher candidata, despontando os nomes da socióloga Vilma Reis e o da presidente da Fundação Nacional das Artes (Funarte), Maria Marighela, vereadora licenciada.

Robinson teria o apoio da maioria dos vereadores e da Executiva do PT em Salvador, além da simpatia do presidente estadual da legenda, Éden Valadares, que tem defendido a tese de que a candidatura deve ser de um petista “raiz”. Ele já foi até ouvido na condição de pré-candidato pelos edis. Trindade, por outro lado, tem o aval, nos bastidores, do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que rejeitou qualquer possibilidade de entrar no páreo – ele seria, disparado, um nome de consenso em função do peso eleitoral.

Dentro do próprio PT, o que se comenta é que, apesar de todos os debate e encontros, quem vai decidir o candidato, ou candidata, serão os cardeais do partido na Bahia – o governador Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner e o próprio Rui Costa. O senador Otto Alencar (PSD) também terá papel preponderante na decisão, embora seja de outra agremiação.

Os três cardeais pregam que haja apenas uma candidatura da base aliada ao Palácio Thomé de Souza, que não necessariamente precisa ser do PT, mas a tendência é que seja. Isso porque, conforme apurou o Toda Bahia, uma das estratégias da campanha petista na capital será fazer novamente a chamada “casadinha” do 13, aproveitando a força do presidente Lula na cidade e no Estado.

Por isso, está em voga no grupo do governador uma discussão sobre a filiação ou não de nomes como o de José Trindade e do vice-governador Geraldo Júnior (MDB), também cotado para disputar a Prefeitura, ao PT. Éden é contra, e Wagner também já manifestou que não agrada essa movimentação, considerada extremamente ofensiva por aliados como o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB).

O encontro território de sábado acontece a partir das 8h30, no Sindprev, 4, no bairro de Nazaré, e contará com a presença de dirigentes, parlamentares e da militância. Nos encontros ocorridos no interior, marcados por uma grande participação de membros da legenda, de deputados, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, da militância e de secretários de governo do Estado, foi possível mapear a quantidade de possíveis pré-candidaturas a prefeitos em diversas cidades baianas. Esse número pode chegar a 100.

“Nossa meta é política: vamos trabalhar pela unidade do grupo do governador Jerônimo no maior número possível de cidades e para que a nossa federação (formada por PT, PCdoB e PV) seja protagonista nas eleições. Não exclusivista, é protagonista, respeitando a força e ajudando os demais aliados onde for necessário”, disse Éden Valadares.

20 de julho de 2023, 11:36

Compartilhe: