segunda-feira, 4 de maio de 2026

Empreender & Inovar: Salvador recebe mais uma edição do Startup Summit neste fim de semana

Foto: Divulgação/Secom

Carlos Macedo

Final de semana inovador

Será realizada, neste final de semana, mais uma edição do Salvador Startup Summit. O evento gratuito acontece no sábado (11) e domingo (12), no Centro de Convenções da capital.

As temáticas abordadas durante o encontro envolvem empreendedorismo e inovação. Para isso, a programação conta com a participação de nomes como o da CEO da Wakanda Educação Financeira, Karine Oliveira; a fundadora do movimento Black Money, Nina Silva; e o profissional do mercado financeiro e sócio da Lighthouse, Alexandre Darzé.

Além disso, o Startup Summit conta com uma feira de inovação e um espaço para pitches de startups, que vão em busca de investimentos para seus negócios.

A entrada para os dois dias de evento é gratuita e as inscrições estão abertas até amanhã, pela plataforma Sympla. O evento é uma realização da Prefeitura Municipal de Salvador e do Sebrae Bahia, com apoio do Rede Bahia Lab.

Foto: Divulgação

Startup baiana recebe investimento de R$ 6 milhões

A startup baiana Clarke Energia recebeu um aporte de R$ 6,6 milhões, por meio da EDP Ventures Brasil, veículo de investimento de capital de risco da EDP.

O empreendimento também está recebendo investimentos da CSN Inova Ventures, fundo de corporate venture capital da Companhia Siderúrgica Nacional, e a Niu Ventures, gestora do Vale do Silício, também estão investindo na empresa.

A Clarke Energia foi fundada em 2019 por dois ex-estudantes da Ufba. O foco da startup é o setor de energia. Trata-se de um marketplace de mercado livre de energia que ajuda empresas na Bahia e em outros estados a economizarem na conta de luz.

No hall de contratos da startup, estão empresas como Le Cordon Bleu, Funcef, Dr. Consulta, Mobly, Burger King, Habib’s e Maple Bear. A média de economia registrada nas contas de luz das empresas é de 30%.

Foto: Valter Pontes/Secom

Salvador ‘startupeira’

A vocação da capital baiana para a área de startups é fato e, não à toa, o poder público também vem investindo no segmento. A mais recente iniciativa foi anunciada pela prefeitura de Salvador, com a realização do Pitch Week, que busca conectar startups e investidores no Norte e Nordeste do país.

O evento segue até sexta-feira (10) e conta, nesta edição, com 33 grupos de investidores e mais de 400 startups de todo o Brasil. A expectativa é que sejam impactadas 15 mil pessoas com o Pitch Week. Além da prefeitura, a iniciativa é uma realização da, 3C Invest e Light House.

Salvador é considerada hoje a capital das startups no Nordeste. Segundo a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), são 206 startups soteropolitanas, sendo que 18 delas têm faturamento acima de R$ 1 milhão por ano.

Iniciativa capacita 10 mil baianos

O Programaê, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com a startup Digital Innovation One (DIO), capacitou, em seis meses, cerca de 10 mil baianos. O programa oferece cursos de qualificação nas áreas de empreendedorismo, inovação, startups e TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação).

Com cinco novos cursos disponibilizados para o público em geral, a oportunidade tem o objetivo de aumentar a quantidade de pessoas capacitadas na área de tecnologia e programação em toda a Bahia.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) aponta que a procura por profissionais na área de Tecnologia da Informação no Brasil será de, pelo menos, 420 mil pessoas até o ano de 2024, sendo que o país forma hoje, anualmente, apenas 46 mil profissionais com perfil tecnológico.

Para se inscrever, basta acessar www.secti.ba.gov.br e clicar no banner disponível na página inicial do site.

Foto: Divulgação

Bahia no Grand Pix de Inovação

A Bahia foi um dos destaques do Grand Pix de Inovação, promovido pelo Senai.  As equipes baianas conquistaram os títulos de vice-campeões, na categoria avançado, e o terceiro lugar, entre os juniores.

A equipe Hadron Tech, formada pelos estudantes Amanda Ramos, Jean Luz, Beatriz Ribeiro, Gabriel Sapucaia e Lucas Laranjeira, ficou em segundo lugar na disputa, com solução Hadron, na série “Desenvolvendo uma arquitetura para a indústria”.

Já a equipe Minerva conquistou o terceiro lugar na categoria juniores, com a solução “Estudante apoia estudante”, um solução para atender ao tema “Como o ensino híbrido e a tecnologia podem expandir os horizontes da sala de aula?”.

O Grand Prix Senai de Inovação é uma competição gratuita em que estudantes do ensino médio, de cursos técnicos, de qualificação e de aprendizagem, tecnólogos e universitários têm até 72 horas para pensarem soluções para desafios da indústria, propostos por empresas parceiras.

A disputa ocorreu no mês de outubro e os resultados foram divulgados no fim de novembro.

Foto: FreePik

Papel de todos

Um seminário que acontece hoje (9), no Hotel Fiesta, vai debater a importância da destinação correta de resíduos sólidos, para evitar a degradação ambiental. O encontro tem como tema “Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável no Estado da Bahia”, e reúne autoridades políticas, especialistas e empresas privadas.

Os participantes vão debater as soluções para os desafios e para a execução e universalização do conjunto de infraestruturas e serviços que envolvem manejo de resíduos sólidos nos municípios baianos. Uma dessas ações é a substituição de lixões – proibidos desde 1954 pelo Código Sanitário – por aterros sanitários.

Sustentabilidade e responsabilidade social são temas que estão inseridos na agenda do empreendedorismo. Seja na adoção de processos para o correto descarte de resíduos e redução de desperdícios, seja no apoio a ações que impactam a comunidade nas quais estão inseridos, os empresários, de pequenos a grandes negócios, cada vez mais, compreendem que esse é um papel de todos.

Foto: Darío G. Neto/ASN BA

Inovação nos pequenos

O vice-presidente sênior de marketing da Coca-Cola, Walter Susini, avalia que as grandes empresas se tornaram muito “burocráticas” para inovar. Hoje, na visão dele, são os donos de pequenos negócios, sobretudo as startups, que arriscam mais no campo da inovação.

Susini participou, de forma online, direto de Londres, do Scream Festival, evento que debate temas ligados a criatividade e empreendedorismo. Ele foi entrevistado pela gerente de Marketing e Comunicação do Sebrae Bahia, Camila Passos.

Representante de uma das marcas mais valiosas do mundo, o executivo apontou que é preciso ter os pequenos como modelo. “Temos que voltar a empreender como os pequenos. E essas ideias, hoje, podem ser encontradas em qualquer lugar do mundo. Bastar ter um computador e uma conexão à internet para vender ao mundo”.

Já como conselho aos donos de pequenos negócios, reforçou o papel do marketing que, para ele, é preciso ser “grande” “O que guia as minhas ações é acreditar que a mensagem que eu dissemino pode influenciar comportamentos. As marcas têm papel importante nesse processo. É um motor importante para mudar as coisas. E isso independente do porte da empresa. O marketing sempre tem que ser grande em valores e propósito”.

Novos postos de trabalho

E os pequenos não apenas inovam mais, como também empregam mais. As micro e pequenas empresas foram responsáveis por quase 80% das 253 mil vagas criadas no mês de outubro em todo o Brasil, segundo levantamento do Sebrae, com base em dados do Caged, do Ministério da Economia. Os pequenos negócios abriram 201,7 mil novos postos de trabalho nesse período.

No acumulado do ano, 72,7% das vagas criadas entre os meses de janeiro e outubro estão nesses empreendimentos. No total, foram gerados, no Brasil, 2,6 milhões de empregos, sendo que as micro e pequenas empresas são responsáveis por 1,9 milhão.

O setor de serviços foi o que mais empregou (87,5 mil), seguido pelo comércio (61,3) indústria da transformação (28,4 mil) e construção civil (22,6 mil).

Foto: Caro Parise/Clara/Divulgação

‘Unicórnio’ mexicano de olho no mercado brasileiro

A fintech mexicana Clara ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão na avaliação de mercado, o que fez dela o mais novo unicórnio da América Latina.

A empresa de gerenciamento de gastos corporativos atingiu a marca após receber aporte de US$ 70 milhões, em uma rodada de investimento liderada pelo fundo Coatue, que já investiu em nomes como Bytedance (grupo dono do TikTok) e nos unicórnios brasileiro Cloudwalk e no também mexicano Bitso.

Em maio de 2020, a Clara havia recebido um aporte de R$ 30 milhões, e decidiu começar a montar operações no Brasil. Agora, começa, de fato, os negócios no País. Os empresários têm a intenção de buscar empresas de médio e grande porte que precisem gerenciar despesas de funcionários de forma mais eficiente, como viagens ou gastos com restaurantes.

Atualmente, a fintech tem pouco mais de 30 pessoas trabalhando no Brasil, em um escritório em São Paulo. O objetivo é fechar o ano com 50 funcionários e somar 300 até o fim de 2022.

Com o novo aporte, a startup pretende acelerar as contratações de funcionários e turbinar os gastos com publicidade, anunciando em plataformas digitais e mídia física.

 

09 de dezembro de 2021, 07:56

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