quarta-feira, 6 de maio de 2026

Empreender & Inovar: Startup baiana no ranking das mais desejadas por grandes corporações

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Carlos Macedo

Startup baiana na mira das grandes

A startup baiana mobileX aparece na lista das mais desejadas por grandes corporações, segundo o Ranking 100 Open Startups, divulgado na quarta-feira (27).

A mobileX é uma plataforma que busca simplificar e agilizar a adoção, operação e evolução mobile do relacionamento com os clientes, redirecionando o foco da tecnologia para o negócio.

A startup auxilia outras empresas a desenvolverem aplicativos para dispositivos móveis, buscando impulsionar a transformação digital a preços baixos e fixos e com um único programador.

A mobileX está no ranking das startups que firmaram, de julho de 2020 a julho de 2021, 26.348 contratos com grandes empresas, o dobro do declarado no período anterior. A organização 100 Open, responsável pelo ranking, tem 18 mil startups cadastradas na sua base e, pelo menos, 2.414 tiveram contratos validados com grandes empresas para entrar na lista.

Divulgação

Primeira franqueadora do Oeste

Localizado em Luís Eduardo Magalhães, o restaurante japonês Haru Joy é um dos mais frequentados da cidade e, agora, é a primeira empresa a operar como franqueadora no Oeste. O processo de formatação começou em 2020 com o apoio do Sebrae.

O empresário Bernardo Dolla, que é engenheiro agrônomo, conta que, desde que abriu o negócio, em 2014, já pensava em torná-lo uma franquia. Para isso, o empresário foi atendido pelo programa Franqueador Bahia, composto por um conjunto de ações específicas para empresas que querem operar por meio do sistema de franquias.

Bernardo já começou as negociações para que a marca Haru Joy se expanda na Bahia. A meta para este ano é abrir quatro lojas e chegar a dez em 2022.

Divulgação/Prefeitura de Serrinha

Serrinha empreendedora

Servidores da prefeitura de Serrinha que atuam no setor de tributos estão participando de uma série de capacitações para a implantação de um sistema que busca melhorar o ambiente de negócios no município.

Esse sistema vai contribuir com o processo de desburocratização para abertura de negócios, emissão de notas, alvarás, certidões e licenças. As tecnologias, que foram buscadas em São Paulo pela gestão municipal, vão permitir que os empreendedores realizem processos de forma online.

Divulgação/Sebrae

Índice de concorrência

Representantes do Ministério da Economia estiveram em Salvador, na última semana, onde se reuniram na sede do Sebrae Bahia, com o objetivo de selar uma parceria para o desenvolvimento do Índice de Concorrência dos Municípios (ICM). O encontro contou com a presença de dirigentes do Sebrae e representantes de entidades empresariais baianas.

Esse é o primeiro índice de amplo alcance para avaliação concorrencial que permite ao poder público avaliar o ambiente de negócios dos municípios brasileiros. Além disso, a ferramenta permitirá desenvolver estudos, programas e políticas públicas relacionados à disseminação de boas práticas e melhoria regulatória e concorrencial, bem como ser utilizada para atração ao investimento estrangeiro para as cidades brasileiras.

Os questionários que compõem o Índice foram baseados em melhores práticas internacionais e instrumentos mundialmente conhecidos, como Easiness of Doing Business, do Banco Mundial; Product Market Regulation, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE); e Global Competitiveness Index, do Fórum Econômico Mundial.

A previsão é disponibilizar o Índice anualmente e a implementação ocorrerá em fases, sendo que, a partir da edição de 2026, todos os municípios brasileiros devem estar participando e sendo avaliados.

Crescimento

Estudo do IBGE, realizado anualmente com base no Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), indica que o setor empresarial baiano cresceu 2,9% no ano de 2019 e atingiu a marca de 225.140 unidades locais. Naquele ano, ainda anterior à pandemia, o estado teve o maior número de empresas entrando em atividade em seis anos (+44.373). O aumento na taxa de entradas foi de 16,3% em 2018 e subiu para 19,7% em 2019, atingindo a marca de 225.140 unidades locais.

A taxa de entrada no estado apresentava tendência de queda e voltou a crescer. A taxa de mortalidade ou de saída de atividade, que havia crescido em 2018, recuou de forma importante em 2019.

Naquele ano, 44.373 unidades locais de empresas começaram a funcionar pela primeira vez ou voltaram a abrir as portas depois de terem ficado até dois anos paradas. Foi o maior número de entradas desde 2013, ficando 24,2% acima do registrado em 2018 (35.718 entradas).

Atenção à saúde mental

Uma pesquisa mostrou que o momento difícil atravessado por muitas empresas nesse período de pandemia afetou também a saúde mental dos empreendedores. O levantamento realizado pela Troposlab em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais aponta que 30% dos empreendedores consultado iniciaram acompanhamento psicológico durante a pandemia. Houve também aumento no número de diagnósticos de ansiedade e depressão.

A pesquisa foi realizada virtualmente entre 1 de julho e 16 de agosto deste ano com 312 donos de empresas, impactadas pelo distanciamento social e pelas incertezas do período de pandemia. Dentre os participantes da pesquisa, 60% não precisaram fechar as portas nenhuma vez, mas tiveram que readequar o negócio. Outros 54,81% afirmam ter enfrentado queda na renda durante o último ano.

Reprodução

Inovações para o planeta

Como parte da programação da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, celebrada neste mês de outubro, especialistas debateram a transversalidade da ciência, tecnologia e inovações para o planeta.

O seminário, realizado de forma online na quarta-feira (27), trouxe reflexões sobre a ligação das tecnologias atuais e a cultura indígena com o objetivo de fortalecer a própria cultura e gerar práticas ambientais sustentáveis para a sociedade.

A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia deste ano discute a retomada da dinâmica de desenvolvimento sustentável no planeta, a partir dos conhecimentos científicos, acadêmicos e populares.

Reprodução/ABC

Visão

Oportunidade se encontra até no sono. Foi o que mostrou uma empresa de Hong Kong que está promovendo excursões de ônibus que têm como público-alvo pessoas com saudades de viajar e privadas de sono. Em outras palavras, o negócio visa atrair quem curte tirar uma soneca nas poltronas de um ônibus em movimento.

A viagem faz um trajeto de 76 quilômetros e dura cinco horas. É realizada em um ônibus regular de dois andares. O tour foi, de fato, inspirado pela tendência dos passageiros cansados em adormecerem no transporte público.

E sim. Há quem pague pela viagem, que custa entre US$ 13 (cerca de R$ 73,50) e US$ 51 (aproximadamente R$ 290) por pessoa, dependendo da escolha de assentos no andar superior ou inferior. O primeiro tour, que aconteceu no dia 16 de outubro, foi um sucesso, segundo a Agência France Press. Os ingressos esgotaram.

28 de outubro de 2021, 10:51

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