quinta-feira, 7 de maio de 2026

Empresária suspeita de torturar doméstica grávida no Maranhão é presa no Piauí

Foto: Reprodução

Da redação

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma doméstica grávida de 19 anos em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís, foi presa na manhã desta quinta-feira (7), em Teresina, no Piauí.

A prisão foi confirmada pela defesa da investigada e pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a advogada Nathaly Moraes afirmou que a cliente irá responder ao processo e cumprir as determinações judiciais.

“Ela foi presa em Teresina e o mandado de prisão está sendo cumprido neste momento”, declarou. Segundo a defesa, Carolina Sthela estava no Piauí para deixar o filho de 6 anos sob os cuidados de pessoas de confiança, já que não teria familiares no Maranhão. A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão, no entanto, informou que a empresária foi localizada quando tentava fugir.

O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da 21ª Delegacia do Araçagy. A vítima registrou boletim de ocorrência afirmando ter sido agredida após ser acusada de roubar joias da ex-patroa.

De acordo com o depoimento, a jovem sofreu puxões de cabelo, socos, murros e foi derrubada no chão enquanto tentava proteger a barriga, já que está grávida de cinco meses.

A doméstica relatou ainda que as agressões continuaram mesmo após a joia ter sido encontrada dentro de um cesto de roupas sujas. Segundo ela, a empresária também teria feito ameaças de morte caso o episódio fosse denunciado à polícia.
“Foi sem parar. Eles não se importavam”, afirmou a vítima em depoimento.

A jovem disse ainda que um homem não identificado também participou das agressões. Segundo o relato, ele teria sido chamado à residência para pressioná-la com violência.

Na quarta-feira (6), equipes policiais estiveram na casa da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. Segundo a polícia, apenas uma funcionária estava no imóvel no momento da diligência.

O governador Carlos Brandão informou que a investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos no caso e garantir assistência à vítima.

07 de maio de 2026, 11:45

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