Estudante do RJ conquista bolsa de R$ 2,2 milhões para estudar Economia nos EUA
Da Redação
Uma estudante de Campos dos Goytacazes (RJ) conquistou uma bolsa integral de R$ 2,2 milhões para cursar Economia com concentração em finanças internacionais na Smith College, universidade localizada em Northampton, nos Estados Unidos. A história foi publicada pelo jornal O Globo.
O resultado chegou em um momento especial: enquanto visitava o Santuário de Aparecida (SP). “Botei nas mãos de Deus. Quando liguei para casa, meu pai chorou um pouquinho, e minha mãe disse que sempre acreditou em mim”, contou a jovem ao O Globo.
Formada em escola pública, ela viu sua trajetória ser transformada pelo empreendedorismo social e pelo interesse em educação financeira para meninas em situação de vulnerabilidade. Durante a pandemia, iniciou um curso técnico em Administração na Faetec e se envolveu com a ONG Tocando em Frente, onde chegou a assumir a diretoria regional. Também conheceu a empreendedora Bia Santos, que a apresentou ao programa Jovens Embaixadores, do Departamento de Estado dos EUA, como relatou ao O Globo.
Essa foi a primeira vez que viajou para fora do país, participando de intercâmbio em Washington e Tulsa (Oklahoma). Lá, teve contato com o EducationUSA, iniciativa norte-americana que oferece orientação acadêmica e apoio financeiro a estudantes internacionais. A instituição arcou com provas, documentos e, principalmente, orientação durante o processo seletivo, segundo a reportagem de O Globo.
Um ano de preparação
O processo para conquistar a bolsa durou cerca de um ano. “Meus pais ficaram receosos no início, mas depois entraram de cabeça comigo. Teve um momento em que achei que não iria conseguir, e eles me incentivaram. Quando saiu o resultado, já estavam completamente convencidos”, afirmou em entrevista ao O Globo.
A bolsa cobre todas as despesas — mensalidade, moradia, alimentação, transporte e custos extras. Além disso, a estudante poderá trabalhar em escritórios dentro da universidade ou buscar estágios para complementar a formação.
Educação em um espaço feminino
A Smith College é uma universidade exclusivamente feminina. Para a estudante, isso pesou na decisão. “A Economia ainda é dominada por homens. Muitas vezes, antes de provar a ideia, a mulher precisa provar por que pode estar ali. A possibilidade de estudar em um espaço em que essa não fosse uma preocupação me animou bastante”, disse ao O Globo.
Localizada próxima a Boston, a instituição faz parte de um consórcio de universidades, o que permitirá que a brasileira curse disciplinas em outras faculdades da região.
Expectativas e futuro
Animada para se conectar com estudantes de diversas nacionalidades, ela pretende aproveitar a experiência para expandir horizontes. “Quero testar muita coisa, me chama atenção a área de consultoria estratégica. Mas também quero viver novas culturas, conhecer pessoas de fora e até participar de experiências típicas, como o Halloween”, declarou ao O Globo.
Mesmo com os planos internacionais, a estudante já pensa em retribuir no futuro. “Um dia quero voltar ao Brasil e devolver tudo o que estou vivendo. O empreendedorismo social me move bastante. Quero trabalhar em causas parecidas com as que me trouxeram até aqui”, afirmou à reportagem.








