quinta-feira, 30 de abril de 2026

Estudantes baianos desenvolvem chocolate sem açúcar voltado a pessoas com diabetes tipo 2

Foto: Divulgação

Da redação

Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional Médio Rio das Contas (Cetep/MRC), em Ipiaú, no sul da Bahia, desenvolveram um chocolate sem adição de açúcar voltado a pessoas com diabetes tipo 2. Batizado de “ChocoMed”, o produto ainda está em fase de testes e não tem previsão de comercialização.

O projeto foi criado pelos alunos Lívia Bispo, 17 anos, Elias Costa, 18, e Adígena Neta, 17, sob orientação do professor Lucas da Conceição. O chocolate é produzido com ingredientes de baixo índice glicêmico, como cacau 70%, manteiga de cacau, farinha de semente de abóbora, polpa de melão-de-são-caetano e leite em pó zero lactose.

Segundo os estudantes, o desenvolvimento do produto levou cerca de um ano, com etapas de pesquisa, testes e ajustes até chegar à fórmula atual. A iniciativa surgiu a partir da preocupação com pessoas que convivem com a doença, caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue devido à produção insuficiente ou à resistência à insulina.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, mais de 13 milhões de brasileiros vivem com a doença, o equivalente a 6,9% da população.

O chocolate já passou por degustações iniciais e, atualmente, é testado com um grupo de controle para análise dos efeitos no organismo. Um dos principais desafios, segundo a equipe, foi equilibrar sabor e propriedades nutricionais.

Para o orientador do projeto, o diferencial do ChocoMed está na presença de compostos bioativos que podem contribuir para a regulação metabólica e auxiliar no controle da glicose, embora os efeitos ainda dependam de comprovação científica.

Especialistas destacam que, apesar de chocolates com maior teor de cacau apresentarem menor impacto na glicemia, o consumo deve ser moderado e acompanhado por profissionais de saúde.

Os estudantes pretendem ampliar a pesquisa e transformar o produto em uma linha voltada ao público diabético. A comercialização, no entanto, depende de novos estudos, além da obtenção de patente e captação de investidores.

28 de abril de 2026, 12:09

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