Estudo aponta quase R$ 1 trilhão em custos adicionais na conta de luz até 2050
Da Redação
Um levantamento da Frente Nacional dos Consumidores de Energia estima que medidas adotadas durante o terceiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela atual legislatura do Congresso Nacional poderão gerar quase R$ 1 trilhão em custos adicionais nas contas de energia elétrica dos brasileiros até 2050. Segundo o estudo, o montante chega a R$ 985 bilhões e inclui despesas relacionadas a incentivos para fontes renováveis, contratação de energia de reserva e gastos extras ligados à usina de Itaipu. A reportagem é da Folha.
De acordo com a entidade, esses custos já estão contratados e serão incorporados gradualmente às tarifas ao longo dos próximos anos, somando-se aos reajustes anuais, à inflação e às bandeiras tarifárias. O estudo aponta que a conta de luz residencial vem registrando alta acima da inflação. Em São Paulo, por exemplo, uma família com consumo médio de 200 kWh por mês passou a pagar cerca de 18,4% a mais entre janeiro de 2023 e maio de 2026.
O Ministério de Minas e Energia contestou os números, classificando a metodologia utilizada como inadequada e defendendo que a análise desconsidera os benefícios das políticas públicas implementadas para garantir segurança energética e ampliar a participação de fontes renováveis. Especialistas e representantes do setor, entretanto, afirmam que o modelo atual necessita de uma ampla reforma para evitar novos encargos e garantir maior eficiência ao sistema elétrico brasileiro nos próximos anos.








