Evasão no ensino a distância atinge maior nível desde 2014, aponta estudo
Da Redação
A taxa de abandono em cursos de graduação a distância no Brasil alcançou, em 2024, o maior patamar da série histórica iniciada em 2014. Segundo levantamento do Semesp, com base em dados do Ministério da Educação, 41,9% dos alunos da rede privada deixaram os estudos nessa modalidade.
O avanço da evasão ocorre no mesmo período em que o ensino a distância superou, pela primeira vez, o presencial em número de matrículas. Dos 10,2 milhões de estudantes do ensino superior, cerca de 5,18 milhões estavam no EAD, o equivalente a pouco mais da metade do total.
O estudo mostra que a desistência em cursos a distância é significativamente maior do que nos presenciais. Considerando redes pública e privada, a evasão no EAD foi de 41,6%, contra 24,8% nas graduações presenciais.
Na rede privada, onde se concentra a maior parte dos estudantes dessa modalidade, o índice chega a 41,9%. Já no ensino público, a taxa de abandono no EAD foi de 32,2%. Nos cursos presenciais, os percentuais são menores, mas ainda elevados.
Outro dado do levantamento indica que poucos alunos concluem a graduação no tempo esperado. Entre os ingressantes de 2020 em cursos a distância da rede privada, apenas 23,6% se formaram até 2024, enquanto 68,1% abandonaram o curso ao longo do período.
Diante do cenário, o governo federal alterou regras para a modalidade, restringindo a oferta totalmente remota em cursos de formação de professores, que agora devem adotar formato semipresencial.








