quarta-feira, 6 de maio de 2026

Família de Juliana Marins desiste de cremação e opta por sepultamento no Brasil

Foto: Reprodução/Redes sociais

Da Redação

A família da brasileira Juliana Marins, que morreu após cair durante uma trilha em um vulcão na Indonésia, decidiu não cremar o corpo da jovem. O sepultamento ocorrerá no Brasil, por precaução e a pedido da Justiça, para possibilitar uma eventual exumação, caso surjam novas dúvidas sobre as circunstâncias da morte.

“Pedimos ao juiz, por meio da defensoria pública, para que a Juliana pudesse ser cremada. Mas o juiz tinha dito não, pois é uma morte suspeita, talvez… não sei se o termo é esse. Então ela teria que ser enterrada caso precisasse fazer uma exumação futura”, explicou Manoel Marins, pai da jovem, em entrevista ao portal G1.

Segundo Manoel, a Defensoria Pública chegou a obter autorização posterior para a cremação, mas, diante da recomendação judicial e das incertezas sobre a causa da morte, a família optou pelo sepultamento.

O velório de Juliana acontece nesta sexta-feira (5) no Cemitério Parque da Colina, em Niterói (RJ), cidade natal da jovem. A cerimônia será aberta ao público pela manhã, mas passará a ser restrita a familiares e pessoas próximas a partir das 12h30. A pedido da família, é proibido registrar imagens no local.

Dúvidas sobre a causa da morte

Juliana Marins foi encontrada morta no dia 25 de junho, na Indonésia. Uma primeira autópsia foi realizada ainda no país asiático, mas o laudo não esclareceu completamente as circunstâncias da morte, o que levou a família a solicitar uma nova necropsia após o traslado do corpo ao Brasil.

O corpo chegou ao Rio de Janeiro na última quarta-feira (2) e passou por um novo exame no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto. Os resultados preliminares do laudo devem ser divulgados em até sete dias.

Uma das principais dúvidas da família é o horário exato da morte. Autoridades indonésias estimaram que Juliana faleceu entre 12 e 24 horas antes de ser resgatada. A causa apontada foi hemorragia interna, provocada por ferimentos decorrentes de uma queda. Segundo o laudo, ela teria morrido cerca de 20 minutos após o acidente. Inicialmente, o corpo foi localizado a cerca de 150 a 200 metros da trilha, mas ao longo dos dias deslizou até ser encontrado a 600 metros de distância.

“Precisamos saber se a necropsia que ele fez foi bem feita. Me pareceu que o hospital não dispõe de tantos recursos assim”, declarou Manoel Marins em entrevista anterior à TV Globo.

04 de julho de 2025, 13:32

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