sexta-feira, 8 de maio de 2026

Fecomércio-BA: Mês do Dia das Crianças deve ter queda de 4,7% nos setores mais ligados à data

Foto: Arquivo/Agência Brasil

Da Redação

O comércio se prepara para mais uma data comemorativa importante, o Dia das Crianças, no dia 12 de outubro. Embora não seja possível uma análise dos números específicos do evento, a Fecomércio-BA projetou as vendas para o mês de outubro dos setores varejistas mais sensíveis a data para captar a tendência do período.

Os cinco setores analisados foram: vestuário, eletroeletrônicos, supermercados, farmácias e “outras atividades”, que contempla as lojas de brinquedos e artigos esportivos, por exemplo.

De acordo com o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, no próximo mês, as vendas desses segmentos devem cair, em média, 4,7% na comparação com igual período do ano passado. Porém, o resultado deve ser assimétrico, com três setores no positivo e dois no negativo.

“A alta anual projetada que ganha destaque é a do setor de roupas e calçados, de 8,7%. Tradicionalmente são produtos mais procurados para dar de presente para as crianças. E quem for ao comércio para comprar uma roupa infantil vai encontrar preços mais baratos do que no ano passado”, destaca Dietze.

Segundo o índice de inflação, o IPCA, específico da RMS, o subgrupo roupa infantil registrou queda média nos preços de 4,95% nos últimos 12 meses. Já o grupo Outras Atividades deve registrar aumento no mês de outubro de 3,3% em relação a igual período do ano passado.

“São vários os setores incluídos no grupo, desde combustíveis para veículos, joalherias, mas têm também as lojas de brinquedos que são destaques para o evento. Os preços médios dos brinquedos subiram 4,43% em um ano, abaixo da inflação geral da região, de 8,59%, o que torna também uma possibilidade de gastar menos” pontua o economista.

No entanto, quem pensar em comprar uma bicicleta em uma loja de artigo esportivo pode preparar o bolso. A média de preço subiu 14,84% desde setembro do ano passado.

Para o consultor econômico, o segmento de Farmácias e Perfumarias tende a crescer 1,8% no contraponto anual. “Embora pareça uma variação menor, é importante ressaltar que a base de comparação é alta, pois no ano passado houve forte aumento nas vendas. Quem deseja comprar fralda descartável para bebês, por exemplo, pode aproveitar o avanço menor dos preços de 1,70%, em um ano”, aponta Guilherme.

No sentido inverso, devem registrar quedas os setores de eletroeletrônicos e de supermercados. O primeiro sofre o efeito estatístico de uma base muito elevada de comparação, mas deve registrar queda de 20% em relação a outubro de 2020. O cenário para o setor não é ruim porque se comparado com igual período de 2019 há elevação no faturamento de 17,9%.

“A variável que pode dificultar as vendas do segmento é o aumento dos preços. Os aparelhos eletrônicos em geral subiram, em 12 meses, 9,51%. Os videogames (console) sobem quase 19% no Brasil, não havendo esse dado específico da RMS. São produtos importados ou com componentes trazidos do exterior e que sofrem influência direta da desvalorização do real”, comenta Dietze.

E por fim, os supermercados que devem registrar queda, em outubro, de 4,5%. “Pode não ser um presente direto, mas muitas famílias preparam algum tipo de festejo com comida e bebida. Mas quem pensa em fazer

algum banquete também precisa preparar o bolso, pois alimentação no domicílio, que são os produtos comprados nos supermercados, teve aumento médio de 14,95% nos preços em um ano e alimentação fora do domicílio com uma variação bem menor, de 4,26%.

Para quem junta uma ida ao restaurante com recreação não vai encarar um impacto tão significativo, uma vez que esse segundo item registrou aumento médio de 3,39% nos preços, em 12 meses.

Portanto, o economista destaca que o mês do Dia das Crianças indica ainda um cenário desafiador para as vendas com diferença de comportamento setorial. “A inflação segue restringindo o poder de compra das famílias e sobra pouco no final do mês. A dica para quem está com o orçamento apertado é buscar algo simples para presentear, ou elaborar alternativa mais recreativa, pois não há espaço para se endividar mais com um quadro de incertezas”, aponta Dietze.

24 de setembro de 2021, 07:55

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