quinta-feira, 14 de maio de 2026

Fraudes bilionárias no setor de combustíveis colocam Bahia no radar de operações nacionais

Foto: Divulgação

Da Redação

O setor de combustíveis, que movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano, tornou-se alvo de grandes esquemas de sonegação, lavagem de dinheiro e adulteração, envolvendo desde o crime organizado até empresas com dívidas bilionárias. Segundo o Instituto Combustível Legal, essas fraudes causam um prejuízo anual de R$ 29 bilhões, divididos entre sonegação (R$ 14 bi) e fraudes operacionais (R$ 15 bi).

Operações como Carbono Oculto e Poço de Lobato revelaram estruturas sofisticadas que vão do poço ao posto, com participação do PCC, uso de empresas de fachada, manipulação de bombas, mistura de dinheiro legal com ilegal e até controle de fundos de investimento. A Refit, por exemplo, é investigada por esquemas que drenavam R$ 350 milhões por mês em São Paulo.

Bahia entra no mapa das investigações

O estado aparece em operações como:

Operação Primus: investigou cerca de 200 postos, com suspeitas de lavagem, adulteração e ocultação patrimonial; bloqueio judicial de R$ 6,5 bilhões.

Carbono Oculto: postos baianos tinham movimentação incompatível e grande volume de dinheiro vivo.

Poço de Lobato : apura esquema nacional que acumula R$ 26 bilhões em dívidas.

Situação em Salvador

A capital tem sido alvo de fiscalizações de rotina — como a Operação Posto Legal —, sem indícios públicos de envolvimento em esquemas de lavagem. As irregularidades encontradas são, em geral, de qualidade de combustível ou volume entregue.

Impacto para o consumidor 

Preços artificialmente baixos muitas vezes indicam sonegação ou adulteração, o que desestrutura o setor e fortalece o crime organizado. Especialistas alertam que o risco atual vai além dos antigos cartéis de preços: envolve toda a cadeia de produção, distribuição e venda.

O Instituto Combustível Legal defende a aprovação do PLP 125/2022, parado na Câmara, como ferramenta essencial para combater devedores contumazes e reduzir fraudes estruturadas no setor.

30 de novembro de 2025, 14:40

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