Fundos investigados inflaram capital do BRB antes de tentativa de compra do Banco Master
Da Redação
Investigações da Operação Carbono Oculto indicam que fundos suspeitos, ligados à gestora Reag, aportaram recursos que ajudaram a inflar o capital do Banco de Brasília (BRB) antes da tentativa de aquisição do Banco Master. Um desses fundos, o Olaf 95, investiu R$ 159 milhões no fundo Borneo — também administrado pela Reag — que se tornou um dos principais acionistas privados do BRB, com 7,89% das ações preferenciais. As autoridades apuram se o movimento buscou viabilizar a compra do Master ou facilitar a aquisição de ativos.
O aporte reforçou a “musculatura” do BRB em 2024 e 2025, período em que o banco realizou rodadas de aumento de capital. Parte dessas operações coincidiu com negociações envolvendo o Master, que enfrentava dificuldades financeiras e vendeu carteiras de crédito ao BRB. Posteriormente, o Banco Central identificou inconsistências nessas carteiras, determinou a reversão da operação e passou a auditar os ativos substitutos apresentados.
A Reag e o Master foram liquidados pelo Banco Central após a revelação de indícios de fraudes e conexões com lavagem de dinheiro ligada ao PCC. O BRB afirma colaborar com as investigações, manter governança e ter plano de capital para recompor eventuais perdas, inclusive com possível aporte do controlador. O caso é apurado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Com informações do O GLobo.








