Gastos de mais de R$ 240 milhões com limpeza urbana em Luís Eduardo Magalhães viram alvo de denúncia
Da Redação
A Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, virou alvo de denúncias de um grupo de vereadores da cidade sobre possíveis irregularidades em contratos de limpeza urbana que somam mais de R$ 240 milhões. Os valores seriam destinados aos serviços de roçagem e varrição de vias públicas, contratados junto às empresas Paraguaçu Construção e Serviços LTDA e AKSA Serviços de Locação de Mão de Obra Temporária LTDA.
Segundo parlamentares, no entanto, o serviço é precário ou inexistente em diversos bairros da cidade, especialmente nas áreas periféricas. A denúncia foi protocolada ao Ministério Público da Bahia sob o número 933.9.270739/2025, sendo acompanhada de imagens que mostram lixo acumulado e matagal em bairros como Jardim das Oliveiras, Santa Cruz, Top Park e Sol do Cerrado, entre outros.
“A gente não tem visto o serviço sendo prestado na cidade. Em quatro anos e quatro meses, já foram gastos mais de R$240 milhões com esse serviço. Mas se não está sendo feito, para que está sendo pago? O que se vê hoje na rua é lixo, matagal e as pessoas reclamando de esgoto a céu aberto e da falta de limpeza”, afirmou o vereador Daniel Farias (Novo).
Conforme o documento, o certame foi estruturado em dois lotes distintos, delimitando geograficamente a prestação dos serviços com base na divisão da cidade pela BR-242. Dessa forma, a “área A – loteamento acima da BR” abrange bairros como Mimoso, Cidade Universitária, Residencial 90, Jardim das Acácias, Tropical Ville, Jardim das Oliveiras, dentre outros.
Já a “área B”- compreende loteamento abaixo da BR – e inclui os bairros Santa Cruz, Jardim Paraiso, Cidade do Automóvel, Novo Paraná, entre outros. “Qual intuito de dividir a cidade? Um lote só seria muito melhor, pela concorrência, disputa de preços. Será que tinham que ganhar essas duas empresas? Existia algum acordo? Fica a dúvida”, questiona o vereador, um dos autores do processo que corre no MP.
O vereador Ronei de Jesus (PL), presidente da Comissão de Direito Cidadão da Câmara, afirma que não há sinal de agentes de limpeza nas ruas. “Pelas ruas onde eu passo, só tem sujeira. Não tem pintura de meio-fio, não tem mato aparado”, denuncia.
Para o vereador Dé do Sol do Cerrado (PSD), integrante da Comissão de Indústria e Comércio, a indignação é crescente entre os moradores. “Nós como representantes do povo temos que cobrar respostas sobre esse R$240 milhões. A coleta do lixo não passa, o bairro está abandonado, a limpeza não chega a muitos bairros. Se está pagando e os bairros não estão sendo beneficiados, alguém está levando o dinheiro público. Levamos ao conhecimento do Ministério Público que vai cobrar com o rigor da lei”, disse o vereador.
O portal Toda Bahia solicitou à prefeitura de Luís Eduardo Magalhães posicionamento sobre a denúncia. O espaço segue aberto.










