Geraldo Júnior aposta na coesão governista mesmo com possível chapa puro-sangue
Da Redação
A discussão em torno da formação de uma chapa “puro-sangue” do PT para as eleições de 2026, composta exclusivamente por nomes petistas, não preocupa os aliados da base governista. Quem garante é o vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior (MDB), que defendeu a manutenção da unidade política em entrevista ao Aratu On, durante o evento em homenagem ao Dia do Outdoor, nesta quarta-feira (3).
O desenho em debate incluiria o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato natural à reeleição, e os ex-governadores Rui Costa, atual ministro da Casa Civil, e Jaques Wagner, senador pelo PT, como postulantes ao Senado. A movimentação poderia retirar espaço do senador Angelo Coronel (PSD), até aqui parte do grupo e nome ventilado para a disputa. Mesmo assim, Geraldo Júnior acredita que a coalizão governista tem musculatura para acomodar todos os partidos e preservar o equilíbrio entre as legendas.
“O senador Angelo Coronel é uma referência na Bahia e nacional, ele é municipalista, ele defende as prefeituras, o exercício do associativismo, da política pública, não só do governo federal e do governo estadual, mas, acima de tudo, da relevância que têm as prefeituras municipais da Bahia, dos 417 municípios, dos 27 territórios de identidade”, declarou o vice-governador, reforçando que a sua expectativa é de permanecer como vice na chapa encabeçada por Jerônimo Rodrigues.
Geraldo também sublinhou o papel de outras figuras de peso na base, como o senador Otto Alencar (PSD), que nos últimos anos tem sido um dos principais fiadores da aliança com o PT. Segundo ele, qualquer decisão sobre a composição da chapa passará por diálogo amplo. “O senador Otto Alencar é uma liderança que já se consolidou na Bahia e no Brasil, e nós acreditamos que temos o líder político, que é o governador Jerônimo Rodrigues. Ele conduz a coalizão desses partidos e, no momento certo, essa decisão será tomada”, completou.
A possibilidade da chapa puro-sangue foi levantada por Jaques Wagner em maio deste ano e ganhou força após pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada no fim de julho, mostrar Rui Costa e Wagner à frente nas intenções de voto para o Senado em 2026. O resultado animou setores do PT, que enxergam na dobradinha uma forma de ampliar o espaço da legenda na cena nacional, mas também trouxe apreensão sobre como manter aliados estratégicos dentro do projeto.








