quarta-feira, 6 de maio de 2026

Golpes com Pix avançam 70% e geram prejuízo de R$ 4,9 bilhões

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Da Redação

De acordo com dados do Banco Central obtidos via Lei de Acesso à Informação e divulgados pelo jornal A Tarde, as fraudes envolvendo o sistema Pix causaram um prejuízo de R$ 4,94 bilhões em 2024. O número representa um aumento de 70% em comparação ao ano anterior, quando as perdas somaram R$ 2,91 bilhões.

Esses prejuízos referem-se a solicitações de devolução feitas por vítimas de golpes que não foram atendidas, muitas vezes por motivos como contas encerradas ou sem saldo disponível. Ao todo, 3,4 milhões de pedidos de reembolso foram negados até o momento.

O número de fraudes continua em crescimento. Em 2024, a média mensal de notificações de golpes ultrapassa 390 mil, um salto considerável frente às 216 mil notificações mensais registradas em 2023. Somente em janeiro, mais de 320 mil casos foram considerados procedentes.

O Banco Central define como fraude qualquer movimentação realizada sem autorização do titular ou sob algum tipo de coerção. Após a denúncia, é feito um pedido de devolução do valor — que, no entanto, nem sempre é atendido.

Grande parte dos golpes envolve o uso de contas-laranja ou contas de passagem, usadas para disfarçar a identidade dos verdadeiros criminosos. Muitas dessas contas são alugadas, com valores que chegam a R$ 10 mil, segundo informações do setor bancário.

Ainda segundo os dados mais recentes, 38% das transferências fraudulentas foram direcionadas a contas em nome dos próprios golpistas, 27% para contas-laranja e 1% para contas abertas com dados falsos. O restante corresponde a outros tipos de fraude.

Diante do cenário alarmante, instituições financeiras defendem punições mais severas para quem cede contas para práticas criminosas, incluindo medidas como o banimento temporário do sistema financeiro.

22 de abril de 2025, 08:30

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