sexta-feira, 15 de maio de 2026

Gonet vê indícios de crime de Rui Costa no caso dos respiradores e pede retomada de inquérito

Foto: Divulgação

Da Redação

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, identificou indícios de envolvimento do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em irregularidades na contratação de respiradores durante sua gestão como governador da Bahia.

A suspeita recai sobre um contrato firmado em 2020, no auge da pandemia da covid-19, que resultou em prejuízo de R$ 48 milhões aos cofres públicos. Os respiradores nunca foram entregues.

Segundo manifestação enviada ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, Gonet escreveu que o ex-governador “assinou contrato com previsão de pagamento antecipado integral e sem garantias ao ente público”.

“As investigações, iniciadas pela Polícia Civil da Bahia, revelaram indícios de irregularidades na contratação da Hempcare Pharma, empresa com capital social ínfimo, reduzido número de empregados e sem experiência no ramo médico/hospitalar, mas que logrou firmar um contrato milionário com o Consórcio Nordeste”, cita Gonet.

Diante disso, o chefe do Ministério Público Federal pediu que o caso volte a tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde estava antes do fim do mandato de Rui como governador. A investigação está parada desde maio, quando foi remetida ao STF por conta de discussões sobre foro privilegiado.

A petição de Gonet é a primeira manifestação formal da atual gestão da PGR no inquérito, que apura suspeitas de crime por parte de agentes públicos ligados ao Consórcio Nordeste, presidido por Rui Costa à época da contratação. A compra dos respiradores foi feita em nome dos nove estados da região, com pagamento antecipado, mas sem a entrega dos equipamentos.

Em nota ao Estadão, a assessoria de Rui Costa afirmou que a manifestação da PGR “não agrega nenhum elemento acusatório” e reiterou que não há provas que o vinculem diretamente a irregularidades.

04 de agosto de 2025, 15:00

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