Governo começa a pagar bônus a profissionais do Mais Médicos
Da Redação
O governo federal iniciou o pagamento do bônus de permanência a médicos do programa Mais Médicos que completaram 48 meses ininterruptos de atuação desde a retomada da iniciativa, em 2023. O benefício foi regulamentado pelo Ministério da Saúde com base na Lei nº 14.621/2023 e reconhece profissionais que permaneceram em regiões de maior vulnerabilidade social.
Em 2026, o investimento pode chegar a R$ 288 milhões, com potencial de atender até 12 mil médicos. O valor da indenização varia conforme o território e o perfil do profissional. Em áreas de difícil provimento, o bônus pode representar de 10% a 20% da bolsa mensal do programa, hoje em R$ 12.426, acumulado ao longo de quatro anos. Médicos formados com financiamento do Fies podem receber percentuais maiores, chegando a até 80% da bolsa no mesmo período, conforme regras específicas.
A medida busca reduzir a rotatividade de profissionais, ampliar a fixação em regiões remotas e promover maior equilíbrio na distribuição de médicos pelo país. “A regulamentação publicada ao final de 2025 estabelece regras nacionais claras para a concessão de indenizações previstas em lei, reforçando a previsibilidade, a transparência e o compromisso do Ministério da Saúde com a permanência qualificada na Atenção Primária à Saúde do SUS”, afirmou o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo.
Os pedidos de indenização deverão ser feitos de forma digital, a partir de fevereiro, na página oficial do programa Mais Médicos. O prazo de análise é de até 90 dias, com possibilidade de recurso em caso de indeferimento.








