Governo concentra liberação de emendas em aliados de Lula no Senado
Da Redação
Levantamento com dados de 2026 mostra que o governo federal liberou, em média, mais de três vezes o valor de emendas de comissão para senadores de partidos que integram a aliança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição do que para parlamentares do PL, legenda do senador Flávio Bolsonaro. Enquanto representantes de PT, PSB e PDT receberam, em média, R$ 34,1 milhões cada, os integrantes do PL tiveram R$ 9,7 milhões por parlamentar. A reportagem é do jornal O Globo.
Entre os maiores beneficiados aparecem senadores de partidos alinhados ao Palácio do Planalto. O líder do PSB no Senado, Cid Gomes (PSB-CE), lidera o ranking com R$ 72,9 milhões em emendas empenhadas. Também figuram entre os principais destinatários Weverton Rocha (PDT-MA), Professora Dorinha (União-TO), Marcelo Castro (MDB-PI) e Eduardo Braga (MDB-AM), todos com forte atuação em pautas de interesse do governo ou alianças políticas com o PT em seus estados.
A Secretaria de Relações Institucionais negou favorecimento político e afirmou que a definição das emendas de comissão cabe às presidências dos colegiados, cabendo ao governo apenas a gestão financeira dos repasses conforme a disponibilidade orçamentária. Já parlamentares da oposição criticam os critérios adotados, alegando desigualdade na distribuição dos recursos. As emendas de comissão, diferentemente das individuais e de bancada, não têm pagamento obrigatório e permanecem como um importante instrumento de articulação política entre o Executivo e o Congresso Nacional.








