Governo encerra Museu do Palácio da Aclamação para dar lugar ao CCBB
Da Redação
O Governo da Bahia oficializou o encerramento das atividades do Museu do Palácio da Aclamação, no Centro Histórico de Salvador, abrindo caminho para a instalação de uma unidade do Centro Cultural Banco do Brasil no imóvel. A decisão foi formalizada pela Secretaria de Cultura do Estado, por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), nesta terça-feira (10).
Segundo o ato administrativo, o fechamento do museu está associado à necessidade de intervenções estruturais consideradas urgentes no prédio histórico. A mudança também prevê uma reorganização da gestão do espaço e a retirada gradual do acervo, com o objetivo de garantir a preservação das peças e a segurança do público durante a transição para o novo modelo de uso cultural.
Com o encerramento do museu, caberá ao Ipac coordenar a redistribuição dos bens culturais. Parte do acervo será transferida para outras instituições, entre elas o Museu de Arte da Bahia, onde os itens passarão a ser acondicionados e exibidos sob critérios técnicos de conservação.
A instalação do CCBB em Salvador integra um acordo firmado entre o governo estadual e o Banco do Brasil, que prevê investimentos na restauração do imóvel, um conjunto arquitetônico de mais de 10 mil metros quadrados em estilo neoclássico, que já serviu como residência oficial dos governadores baianos. A futura unidade será a quinta do país, somando-se às existentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Belo Horizonte.
De acordo com o banco, os centros culturais têm como diretriz ampliar o acesso da população a produções artísticas nacionais e internacionais, reunindo exposições, espetáculos teatrais, cinema, música e atividades educativas. Desde a criação do projeto, os CCBBs já receberam mais de 100 milhões de visitantes e realizaram milhares de iniciativas culturais.
Construído no final do século 19 e ampliado em 1913, o Palácio da Aclamação deixou de ser residência oficial do governador em 1967, quando a sede do Executivo estadual foi transferida para o Palácio de Ondina. Apesar disso, o edifício continuou sendo utilizado em solenidades e, a partir de 2010, passou a ser protegido como patrimônio histórico pelo Ipac. A proteção, no entanto, não se estende às áreas adjacentes, como a Praça da Aclamação e o Passeio Público.








