sábado, 9 de maio de 2026

Governo federal prevê 73,6 mil novos servidores e gasto de R$ 5,3 bilhões em 2022

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Da Redação

O governo federal pretende gastar volume recorde em 2022 para ocupar 73.640 cargos públicos – entre novos postos e a reposição dos que estão vagos. O Orçamento do ano que vem enviado ao Congresso prevê despesa de R$ 5,3 bilhões só para novas contratações, quase o dobro do previsto para este ano.

No total dos três Poderes, serão criados 4.097 vagas e repostas outras 69.543 por meio de convocação de aprovados em seleções já realizadas ou por meio de novos concursos. Só no Executivo, o governo estimou a criação de 1.129 postos vinculados a militares, além do provimento de 53.442 vagas para atender a outros órgãos – e que incluem vagas de professores, técnicos administrativos, policiais e novamente militares.

O gasto com pessoal passará de R$ 332,355 bilhões, em 2021, para R$ 342,798 bilhões em 2022, conforme o projeto enviado pelo governo. No ano passado, o governo autorizou reajustes somente para os militares (feito em 2021), em razão do processo de reestruturação de carreiras. O último reajuste para os servidores públicos civis foi em 2018, no governo Temer. “Não tem previsão de reajuste. O Orçamento já está muito apertado”, disse o secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, segundo o Estadão.

Na última terça-feira, ao apresentar a proposta orçamentária, o secretário de Orçamento, Ariosto Culau, citou a previsão de novos concursos em 2022, possibilidade que não estava no radar dos agentes financeiros. Além disso, segundo ele, o crescimento dos gastos com pessoal previsto no projeto incorporou novos concursos. Ele argumentou, ainda de acordo com o Estadão, que o projeto “não tem finalidade eleitoreira, mas atende a necessidades da administração publica”. Segundo ele, após três anos sem concursos públicos, identificou-se a “necessidade de recomposição de força de trabalho” para o “atendimento de políticas setoriais nos vários órgãos de administração”.

04 de setembro de 2021, 12:02

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