Governo pede autorização da Assembleia para criar 562 novos cargos nas polícias e bombeiros
Da Redação
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) enviou à Assembleia Legislativa na semana passada quatro projetos que promovem reestruturações e criam cargos na Secretaria de Segurança Pública (SSP), nas polícias Militar, Civil e no Corpo de Bombeiros. As propostas podem ser votadas ainda esta semana no plenário da Casa.
Se os projetos forem aprovados, o que deve ocorrer, pois a bancada do governo é maioria na Assembleia, a SSP terá 13 cargos extintos e 240 criados. Já a Polícia Militar ganhará 167 novos postos e a Civil outros 91. O Corpo de Bombeiros, por sua vez, terá mais 77.
Segundo o governo, o objetivo é fortalecer a segurança pública na Bahia, área sensível pois a violência no Estado é utilizada constantemente pela oposição como arma política contra o PT. A reestruturação da PM, por exemplo, envolve a criação de novos batalhões, incluindo um escolar e quatro companhias independentes de policialmente tático.
A reformulação da Polícia Civil passa pela criação de novos órgãos de gestão estratégica, a exemplo do Departamento de Gestão Tecnológica, Telecomunicações e Inovação e o de Gestão de Pessoas, Saúde e Valorização Profissional. Há, ainda, a implantação do departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis e de coordenações para conflitos fundiários e operações de polícia judiciária. Além disso, o Conselho Superior da corporação passa a contar também com representantes dos escrivães e investigadores de polícia.
Vale lembrar que os policiais civis, assim como outras categorias, estão insatisfeitos com a proposta de reajuste salarial linear de 4% para o funcionalismo público oferecida por Jerônimo, que também foi enviada à Assembleia na semana passada. A categoria pretendia ocupar o prédio principal do Legislativo nesta segunda-feira (08), mas desistiu atendendo a um pedido do presidente da Casa, Adolfo Menezes (PSD). Nesta terça (09), ocorre, a partir das 9h, na sede da Associação dos Funcionários Públicos, na Avenida Carlos Gomes, uma plenária unificada dos servidores, com a presença dos policiais.
Os servidores públicos estaduais pedem um reajuste linear de 9%, retroativo a janeiro, proposta semelhante a que foi feita pelo presidente Lula (PT) ao funcionalismo público federal. As categorias cobram ainda a instalação de uma mesa permanente de negociação. “Não vamos aceitar o reajuste de 4% sem a reposição das perdas salariais”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc), Eustácio Lopes.








