quarta-feira, 13 de maio de 2026

“Homem armado não ameaça”, diz comandante da Aeronáutica sobre CPI

Foto: Divulgação/Aeronáutica

Da Redação

Em rara entrevista ao jornal O Globo, publicada hoje (09), o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Júnior, admitiu que as Forças Armadas estão incomodadas com a CPI da Pandemia do Senado Federal. Ele disse que a nota divulgada na quarta-feira (07) pela cúpula foi um alerta. “As Forças Armadas não aceitarão ataques levianos”. Questionado se há uma ameaça de golpe, ele respondeu: “Homem armado não ameaça”.

“Nós não vamos ficar ameaçando. As autoridades precisam entender o que está por trás da autoridade. Nós precisamos entender que o ataque pessoal do senador (Omar Aziz, do PSD amazonense e presidente da CPI) à instituição militar não é cabível a alguém que deseje ser tratado como Vossa Excelência. Porque nós somos autoridades. O comportamento de cada um de nós, das autoridades, exige ponderação e entendimento do todo”, afirmou o comandante.

Carlos de Almeida Baptista Júnior disse que a disputa política não pode ultrapassar “os limites da aceitabilidade, que começa pelo respeito às instituições, entre os Poderes”. “E aí estou falando em tese. Não estou dando recado para ninguém”.

Ataques desnecessários

Ele frisou que os ataques ao ex-ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello, e o ex-secretário-executivo da mesma pasta, Elcio Franco, são desnecessários, pois a CPI está apenas iniciando uma investigação sobre denúncias de corrupção e equívocos cometidos durante a pandemia.

“Façam o devido processo legal, apurem as responsabilidades, doa a quem doer. Não temos qualquer intenção de proteger ninguém que está à margem da lei. O estado democrático de direito, que é uma unanimidade na sociedade, exige que os princípios legais sejam seguidos. E que ninguém seja julgado prematuramente. Mas, uma vez comprovado que agi à margem da lei, que cada um apague na forma da lei”.

09 de julho de 2021, 09:51

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