segunda-feira, 27 de abril de 2026

Homem que matou CEO de seguradora de saúde nos EUA vem de família abastada e estudou em universidade de ponta

Foto: Reprodução/YouTube

Da Redação

Luigi Mangione, 26, homem suspeito de ter assassinado Brian Thompson, CEO da United Healthcare, em Nova York, estudou engenharia em uma das melhores universidades dos Estados Unidos. Ele vem de uma família abastada e o que todos vêm se perguntando é o que motivou o crime.

Mangione foi preso na manhã desta segunda-feira (9) por acusações de porte de arma em Altoona, Pensilvânia. Mais tarde, na madrugada desta terça (10), ele foi acusado pelo homicídio do executivo da empresa de seguros. Mas ele mesmo não pretendia dar trabalho à polícia. Em uma carta manuscrita Mangione afirma que agiu sozinho.

Os relatos de amigos e colegas de faculdade e escola dão conta que Luigi Magione era um sujeito social e amigável. No entanto. há cerca de seis meses, o comportamento dele mudou, e Magione se afastou do contato com família e amigos.

Segundo o Departamento de Polícia de Nova York, o jovem cresceu em Maryland, e, recentemente, passou um tempo vivendo em Honolulu, no Havaí.

Há também a informação de que Magione sofria com dores nas costas. Não se descarta a hipótese de um crime motivado contra o sistema de saúde dos EUA, embora essa informação não seja oficial. Os preços exorbitantes pagos por tratamentos no país norte-americano levam famílias a falência.

É uma condição bastante conhecida dos brasileiros também a não autorização de tratamentos por parte de planos de saúde. Não se sabe se Magione enfrentou dificuldades nesse sentido, devido às suas dores nas costas, cuja causa seria um desvio na coluna, segundo a imprensa americana.

O ato insano é visto de outra forma por alguns. Há quem leve Magione ao (também insano) status de herói, como um justiceiro contra o mercado de operadoras de planos de saúde.

Mangione mantinha contas ativas no X, no Instagram e no Linkedln. No Instagram, a maioria dos registros são imagens com amigos e família.

No X, ele compartilhava notícias a respeito de saúde mental, importância de exercício físico e outras reflexões. De uns tempos para cá, passou a publicar mensagens mais reflexivas sobre problemas da sociedade.

O suspeito foi identificado na manhã desta segunda-feira (9), na Pensilvânia, por um funcionário do McDonalds, que telefonou para a polícia relatando a suspeita. O policial responsável pela prisão ingressou há apenas seis meses na corporação.

O suspeito foi encontrado com uma arma fantasma, um supressor (mais comumente chamado de silenciador) e cartões de identificação falsos semelhantes aos que se acredita terem sido usados pelo assassino, disseram as autoridades.

Ele também carregava manifesto manuscrito de três páginas que mostrava que ele tinha “alguma má vontade em relação à América corporativa”, disse Joseph Kenny, chefe de detetives do Departamento de Polícia de Nova York, durante coletiva de imprensa realizada na tarde de segunda.

O crime foi cometido a luz do dia, a um quarteirão do Museu de Arte Moderna, e envolveu uma fuga frenética. No local do crime, cápsulas de bala, rabiscadas com palavras como ‘negar’ e atrasar’.

11 de dezembro de 2024, 11:38

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