Imbassahy defende revisão de penas do 8 de Janeiro e sugere regime domiciliar para Bolsonaro
Da Redação
O ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy afirmou que considera excessivas as punições aplicadas aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro e defendeu a revisão das penas impostas pelo Judiciário. Segundo ele, o episódio configurou uma tentativa de ruptura institucional, mas sem consumação do golpe, o que justificaria uma reavaliação das condenações.
A posição foi apresentada em entrevista ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3 FM), nesta sexta-feira (23). Na conversa, Imbassahy revelou que atuou politicamente para viabilizar a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim de 2025 e vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ex-prefeito avalia que o Legislativo deve derrubar o veto após o recesso. Para ele, a proposta abre caminho para diferenciar responsabilidades e reduzir punições de pessoas que, segundo sua leitura, foram levadas ao movimento sem plena consciência das consequências.
“Tem gente que foi para o movimento que não sabia nem o que era, são os chamados inocentes úteis,que agora estão pagando um preço enorme e isso não faz bem. Temos que superar esse passado com penalidades. Eu até ajudei nos bastidores na aprovação da PL da Dosimetria no Congresso Nacional para que a gente pudesse encontrar um caminho de redução das penalidades”, disse.
Apesar de defender a revisão das penas, Imbassahy reconheceu a gravidade institucional do episódio. “O golpe não aconteceu, mas sem dúvida nenhuma houve uma tentativa. Criou-se um ambiente para ver se o desfecho seria o golpe, mas graças a Deus não aconteceu. Tem gente que fala que a democracia não é um grande regime, mas não tem outro melhor”, afirmou.
Na mesma entrevista, o ex-prefeito também se posicionou sobre a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, defendendo que, diante do histórico médico, ele deveria cumprir eventual pena em regime domiciliar.
“Por quê o presidente Bolsonaro não está numa prisão domiciliar? É uma questão até de humanidade, não é só seguir a letra da lei. Temos que entender que há um histórico de saúde que precisa ter um cuidado maior”, pontuou.
As declarações se inserem em um movimento mais amplo de aliados do ex-presidente que defendem mudanças no tratamento jurídico dos condenados pelos atos antidemocráticos, reacendendo o debate político sobre a dosimetria das penas e os limites entre punição, responsabilidade e reconciliação institucional.








