Inflação dispara na RMS e atinge maior nível do país, puxada por gasolina e alimentos
Da redação
A inflação na Região Metropolitana de Salvador (RMS) acelerou para 1,47% em março, a mais alta entre as 16 áreas pesquisadas no país, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o índice mais que triplicou em relação a fevereiro (0,40%) e ficou acima da média nacional, que foi de 0,88%. O resultado também é o maior para um mês de março na região em quatro anos.
A alta foi impulsionada principalmente pelos preços dos combustíveis e dos alimentos. O grupo de transportes registrou aumento de 4,79%, o maior em mais de 20 anos, com destaque para a gasolina, que subiu 17,37% — a maior alta em 30 anos.
Os combustíveis, de forma geral, tiveram aumento de 17,26%, com o diesel avançando 23,83% e o etanol, 10,14%, pressionando diretamente o custo de vida na capital baiana e entorno.
O grupo alimentação e bebidas teve a segunda maior alta (2,26%), com forte impacto dos alimentos consumidos em casa (2,89%). Produtos básicos registraram disparadas expressivas, como a batata-inglesa (55,15%), o tomate (49,25%) e a cebola (29,66%).
Ao todo, sete dos nove grupos pesquisados apresentaram aumento de preços. Entre os itens que mais subiram, sete são alimentos domésticos e três estão ligados ao setor de transportes.
A inflação só não foi maior devido à queda em dois grupos: habitação (-0,30%), influenciada pela redução no preço da energia elétrica, e vestuário (-0,41%), que registrou a terceira deflação consecutiva.
Com o resultado, a inflação acumulada na RMS no primeiro trimestre de 2026 chegou a 2,39%, também a maior do país no período, superando a média nacional de 1,92%.








