segunda-feira, 22 de junho de 2026

Integrantes de organização criminosa transnacional que atua na Bahia tentam escapar do MPF

Foto: Reprodução

Acusados de integrar uma organização criminosa transnacional com tentáculos no estado, os dinamarqueses Per Ehlert Knudsen e Lars Jensene e o holandês Paullus Gerardus Van Dun tentam trancar no Supremo a ação penal movida contra eles pelo Ministério Público Federal (MPF) da Bahia por crime de lavagem de dinheiro, segundo informa a coluna Satélite, do Correio* Online, assinada pelo jornalista Jairo Costa Jr.

Os três foram denunciados em 2015 pelo MPF, por suspeita de operar um dos braços financeiros da Teacher Group, mais conhecida como TVIND, organização criminosa sediada na Dinamarca e denunciada por enviar ilegalmente cerca de R$ 110 milhões para 55 nações, entre as quais o Brasil. Todo o dinheiro era desviado da Fundação para o Suporte de Propostas Humanitárias, Promoção da Pesquisa e Proteção do Meio Ambiente, ONG europeia que atua em países subdesenvolvidos. De acordo com a denúncia do MPF, a TVIND fez repasses ilícitos para empresas controladas direta ou indiretamente por Knudsen, grande parte delas situada no interior da Bahia.

Ainda de acordo com a publicação, na lista de empreendimentos adquiridos no estado com recursos do esquema de fraude, lavagem e evasão de divisas montado pela TVIND, estão a Fazenda Jatobá, comprada por US$ 25 milhões, Big River Melons, Floryl Florestadora Ype e Floresta Rio Veredão, todas ligadas ao agronegócio e localizadas em Jaborandi, no Oeste baiano. De acordo com o MPF, as verbas doadas por empresas e cidadãos europeus foram desviadas para investimentos pessoais de líderes da organização, quando deveriam financiar projetos humanitários e ambientais. Desde 2015, o trio de estrangeiros tenta suspender o processo por meio de habeas corpus, já negado pela Justiça Federal de segunda instância e pelo Superior Tribunal de Justiça.

31 de agosto de 2019, 12:00

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