Investigado pela PF, soldado israelense acusado de genocídio tirou férias em Morro de São Paulo
Da redação
Durante sua passagem pelo Brasil, o soldado israelense Yuval Vagdani aproveitou momentos de lazer com amigos em Morro de São Paulo, na Bahia. O militar foi denunciado pela Fundação Hind Rajab (HRF), uma organização internacional que acusa Vagdani de envolvimento na destruição de um bairro na Faixa de Gaza.
A HRF, que atua na denúncia de crimes contra palestinos, alega que Vagdani participou da destruição do corredor Netzarim, uma área na Faixa de Gaza, fora de contextos de combate. Segundo a organização, a ação causou danos indiscriminados à população civil, caracterizando crime de guerra.
Nos documentos apresentados pela HRF, imagens obtidas por fontes de inteligência aberta mostram Vagdani comemorando ações militares israelenses em Gaza. Em uma das postagens, ele defende que Israel deveria “destruir e esmagar este lugar imundo, sem pausa, até os seus alicerces”, referindo-se à Faixa de Gaza. Os conflitos na região teriam resultado em cerca de 45 mil mortes.
Com base no Estatuto de Roma, tratado que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI) e do qual o Brasil é signatário, a Justiça brasileira ordenou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada pela juíza Raquel Soares Charelli durante o plantão judicial em 30 de dezembro de 2024. Com informações do Metrópoles.







