Ireuda Silva destaca protagonismo das mulheres na Semana da Consciência Negra e celebra avanços como a inclusão das trancistas na CBO
Na Semana da Consciência Negra, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos) reforçou a importância do protagonismo das mulheres negras na construção social, cultural e econômica do país, além de chamar atenção para os desafios ainda existentes na busca por igualdade e justiça racial. Para a parlamentar, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e é vice da Comissão de Reparação, reconhecer e valorizar essas mulheres é um passo essencial para combater desigualdades que persistem há séculos.
Ireuda lembrou que, embora representem uma das forças mais potentes do Brasil, as mulheres negras ainda são as que mais enfrentam dificuldades em diversas áreas. Segundo dados do IBGE, elas recebem cerca de 46% a menos que homens brancos, além de estarem mais expostas ao desemprego e à informalidade. Na saúde, as disparidades também são evidentes: dados da Revista de Saúde Pública mostram que a mortalidade materna entre mulheres negras é quase três vezes maior que entre mulheres brancas no país. “Quando olhamos de frente para esses números, entendemos que não existe igualdade real sem políticas públicas específicas, consistentes e comprometidas com a justiça racial”, afirmou.
Entre as conquistas recentes celebradas pela vereadora está o avanço rumo à regulamentação e inclusão da profissão de trancista na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) — uma demanda histórica da categoria. Ireuda apresentou projetos de indicação, participou de articulações com o Ministério do Trabalho e acompanhou a mobilização de profissionais de todo o país. Em 2023, após reunião com o ministro Luiz Marinho, o governo federal fez estudos técnicos que culminaram na elaboração da nova CBO, reconhecendo oficialmente o trabalho das trancistas e abrindo caminho para mais direitos, qualificação e proteção trabalhista.
Para Ireuda, o reconhecimento formal dessa profissão é também uma vitória da cultura afro-brasileira e das mulheres negras que mantêm viva a tradição das tranças ancestrais. “Trançar não é apenas um trabalho: é identidade, é resistência, é memória. Ver as trancistas finalmente incluídas na CBO é um marco da luta antirracista e da valorização de saberes que sempre foram fundamentais para o nosso povo”, destacou.
A vereadora reafirmou que seguirá atuando firmemente pela ampliação de políticas públicas voltadas para mulheres negras, seja no combate à violência, na geração de emprego e renda, na proteção social ou na garantia de direitos. “Celebramos conquistas, mas sabemos que ainda há muito a fazer. E nós vamos seguir lutando.”








