Jaques Wagner critica operação da PF e diz que investigação busca criar narrativa contra ele: “Patacoada”
Da Redação
O senador Jaques Wagner (PT) voltou a contestar a atuação da Polícia Federal na Operação Compliance Zero, da qual é alvo, e classificou como uma “patacoada” a forma como a corporação conduziu a divulgação da investigação. Em entrevista concedida à Folha de S.Paulo, o parlamentar afirmou que houve “espetacularização” da operação e criticou a exposição pública do caso.
A principal reclamação do senador foi em relação à fotografia divulgada pela Polícia Federal mostrando valores apreendidos durante o cumprimento de mandado de busca em seu apartamento, em Brasília.
“Para que aquela patacoada de dinheiro em cima da cama com o escudo da PF? Esse processo era comum na Lava Jato”, afirmou.
Segundo Wagner, sua crítica não é direcionada ao direito de a Polícia Federal investigá-lo, mas à forma como a operação foi apresentada à opinião pública.
“Eu não estou pedindo que não me investiguem, só estou dizendo para não fazer a patacoada que fazem. Aquela foto foi para tudo que é capa de jornal. Eu acho que isso é condenação a priori”, declarou.
O senador também comentou as suspeitas envolvendo uma empresa ligada à sua nora, que, segundo as investigações, recebeu R$ 3,5 milhões do Banco Master. Para ele, os investigadores estariam tentando sustentar uma versão previamente definida dos fatos.
“Acham que a empresa foi construída para me servir e vão correr atrás de provar essa tese. Não vão provar”, disse.
Ao abordar a origem das investigações, Wagner negou que o caso tenha começado na Bahia e citou o Banco Central como responsável pelas primeiras apurações envolvendo o Banco Master.
“Nada começou na Bahia. Quem visualizou o Banco Master foi Roberto Campos Neto e seu Banco Central”, afirmou.
A Operação Compliance Zero investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e outros crimes relacionados ao Banco Master.








