domingo, 10 de maio de 2026

Justiça mantém prisão de coach de beleza e influenciadora em operação contra roubo de canetas emagrecedoras

Foto: Reprodução/Redes sociais

Da redação

A Justiça manteve, após audiência de custódia realizada na quinta-feira (15), as prisões da coach de beleza Claudiana Rocha e da influenciadora Laís Santiago, detidas durante a segunda fase da Operação Mirakel, que investiga um grupo envolvido em roubos, receptação e comércio ilegal de canetas emagrecedoras em Salvador.

Segundo a Polícia Civil, Claudiana Rocha, que soma mais de 7 mil seguidores nas redes sociais, é apontada como responsável por encomendar os roubos diretamente a adolescentes. Já Laís Santiago, que possui mais de 100 mil seguidores, é investigada por receptação dos produtos. As duas tinham mandados de prisão em aberto e eram consideradas foragidas da Justiça.

Antes da prisão, Claudiana se apresentava nas redes sociais como mentora de profissionais da área da beleza, afirmando ajudar mulheres a iniciar ou aperfeiçoar negócios lucrativos. A descrição foi removida após a prisão. Em nota, a defesa dela afirmou que a custódia é “injusta e desnecessária” e declarou que a investigada nega participação nos crimes e pretende comprovar sua inocência.

Laís Santiago publicava principalmente conteúdos de rotina e danças nas redes sociais. Até a última atualização desta reportagem, a defesa da influenciadora não havia sido localizada.

Ao todo, seis pessoas foram alvos de mandados de prisão e de busca e apreensão na segunda fase da Operação Mirakel. Duas delas já estavam presas em um presídio da capital baiana. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados.

A primeira fase da operação foi deflagrada em junho do ano passado, quando dois suspeitos apontados como líderes do esquema foram presos. As investigações indicam que um deles selecionava adolescentes e coordenava os ataques às farmácias, enquanto o outro executava diretamente os roubos dos medicamentos.

Na ocasião, a polícia apreendeu objetos usados nas ações criminosas, como bolsa de entrega por aplicativo, capa de chuva e casaco identificados por câmeras de segurança, além de produtos de higiene pessoal, celulares e documentos.

De acordo com a Polícia Civil, adolescentes apreendidos durante as apurações relataram a participação de Claudiana Rocha no esquema, o que contribuiu para o avanço das investigações. A segunda fase da operação mobilizou cerca de 300 policiais civis, militares e técnicos, além de equipes do Sistema de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

16 de janeiro de 2026, 10:00

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