Léo Prates afirma ser contra realização do Carnaval, mas defende diálogo
Da Redação
O secretário de Saúde de Salvador, Léo Prates, afirmou que o melhor, diante do contexto epidemiológico na capital, era que o Carnaval não fosse realizado. Ele reiterou que essa é sua opinião enquanto gestor, mas disse que a discussão precisa ser mais ampla entre os diversos setores para que uma decisão possa ser tomada.
“A minha decisão como secretário da Saúde é que é melhor não ter nada, mas eu não posso salvar as pessoas do coronavírus e matar de fome. Chamo o governador para essa reflexão, se uma não realização do Carnaval realmente protege a cidade de Salvador. Vamos ter pessoas que irão procurar o Carnaval de Rio de Janeiro e São Paulo e o nosso grande diferencial é a visibilidade. Apelo que a gente possa conversar com todo mundo que possa debater prós e contras”, declarou Prates, durante a apresentação do Planejamento Estratégico do triênio 2021-2024.
O secretário criticou o último decreto do governador Rui Costa (PT), que permite que estádios de futebol recebam público até 70% de suas capacidades, enquanto os eventos são limitados a 3 mil pessoas.
“Eu não consigo entender uma coisa da equipe técnica que elaborou o decreto estadual. Como pode três mil pessoas em eventos e foi liberada 70% da capacidade dos estádios com liberação de bebida alcoólica? Se um produtor de eventos alugar a Fonte Nova durante o Carnaval, ele pode utilizar a capacidade de 70%? Qual a diferença epidemiológica de um estádio liberado com venda de bebida alcoólica para uma atividade de show ou evento?”, questionou.








