segunda-feira, 22 de junho de 2026

Lideranças evangélicas ficam de fora do “Conselhão” do governo Lula

Foto: Reprodução

Da Redação

Na contramão do expediente adotado em gestões petistas anteriores, o governo Lula (PT) deixou lideranças evangélicas de fora da nova versão do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), o chamado “Conselhão”, recriado nesta quinta-feira. O segmento evangélico abriga uma das maiores taxas de desaprovação ao atual governo, segundo pesquisa Ipec divulgada em abril, e se alinhou majoritariamente à tentativa de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de acordo com levantamentos realizados no ano passado.

A lista de 246 componentes do Conselhão, divulgada nesta quinta, incluiu representantes de movimentos sociais, do setor financeiro, juristas e empresários, além de personalidades artísticas e culturais da sociedade civil. A única liderança religiosa presente na lista é o padre católico Júlio Lancellotti, da pastoral Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo.

Ao criar o Conselhão no seu primeiro mandato, Lula nomeou em junho de 2003 o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para participar do colegiado. Malafaia, hoje um dos mais ativos apoiadores de Bolsonaro entre lideranças evangélicas, apoiou o candidato petista no segundo turno presidencial de 2002.

À época, o pastor participou de um evento no qual ele e outros representantes evangélicos aderiram à campanha de Lula. Ao lado do petista, Malafaia fez uma oração desejando sua vitória sobre o candidato tucano José Serra.

Pesquisa Ipec realizada no marco de 100 dias do governo Lula apontou que 35% dos evangélicos consideravam a gestão petista ruim ou péssima até então, contra 24% de avaliações positivas. Os percentuais apontam uma tendência inversa ao quadro geral dos entrevistados: 39% disseram aprovar o início do governo, enquanto 26% reprovavam, segundo o Ipec.

05 de maio de 2023, 15:40

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