Lula começa série de viagens a estados do Nordeste em julho
Da Redação
Depois uma série de encontros com líderes políticos em Brasília e no Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai desembarcar em julho para um périplo entre estados do Nordeste com objetivo de reencontrar antigos aliados e buscar novas parceiras mirando a eleição de 2022. As informações são da Folha de S. Paulo.
A expectativa é a de que o tour pela região aconteça em duas etapas, começando ainda na primeira quinzena de julho. “Serão conversas políticas, sem relação com eleição. O presidente Lula quer debater sobre desenvolvimento regional, o combate à fome e a luta por vacinas”, afirma Márcio Macêdo, vice-presidente nacional do PT.
Além de alinhar o discurso com a base e motivar a tropa de militantes, a viagem também tem como objetivo estreitar as conversas com potenciais aliados na região. Líderes locais de PSB e MDB serão os principais alvos. Os dois partidos se distanciaram do PT ao longo dos últimos anos e apoiaram majoritariamente o impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) em um processo que deixou feridas abertas pelo caminho.
No PSB, o movimento de aproximação deve ser selado com a provável filiação ao partido do governador do Maranhão, Flávio Dino, que nesta quinta-feira (17) anunciou a sua desfiliação do PC do B. A conversa com o PSB de Pernambuco será uma das prioridades do périplo de Lula pelo Nordeste. Já está engatilhada reunião com o governador local, Paulo Câmara (PSB).
A Folha apurou que Lula pretende se encontrar com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), um dos nomes dentro do partido que resiste a um apoio ao petista já no primeiro turno das eleições de 2022. No ano passado, ele protagonizou uma das eleições mais acirradas da história da capital pernambucana contra a prima Marília Arraes (PT).
O antipetismo foi usado de maneira intensa na campanha eleitoral do segundo turno. Lula tem forte relação pessoal com a família Campos. A intenção do petista é também fazer uma visita a Renata Campos, mãe do político e viúva de Eduardo Campos, ex-ministro de Lula.
O PSB pernambucano, que tem peso histórico nas decisões do partido, avalia que ainda não é tempo de definir alianças nacionais no momento em que o partido está em ascensão, com a iminente filiação de novos quadros como Dino e o deputado federal Marcelo Freixo.
João Campos e o ex-prefeito do Recife Geraldo Julio (PSB), que deve se lançar candidato ao governo estadual, têm feito contraponto no PSB a movimentos de aproximação com o PT. Geraldo Julio declarou, no início de maio, que defendia candidatura própria para a disputa presidencial ou apoio a Ciro Gomes (PDT).
Aproximação com MDB
Com o MDB, que nas últimas eleições se firmou como um parceiro do PT nos principais estados do Nordeste, há movimentos mais claros de aproximação no Ceará e em Alagoas. Mas há espaço para conversas na Paraíba, no Piauí e até mesmo na Bahia, onde PT e MDB estão rompidos desde 2009.
Presidente nacional do MDB, o deputado federal Baleira Rossi (SP) afirma que não há impedimento para conversas com o PT, mas diz que a parcela do partido que defende o apoio a Lula é residual. “Estamos trabalhando majoritariamente na busca de uma candidatura mais moderada, mais equilibrada. Inclusive vamos apresentar nas próximas semanas um nome do partido para essa discussão”, diz








