Lula é orientado a evitar falas improvisadas sobre segurança pública
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu uma nova orientação de sua equipe de comunicação: evitar discursos improvisados sobre segurança pública. A recomendação, segundo apuração da CNN, tem como objetivo impedir que declarações espontâneas do presidente se tornem munição para a oposição, especialmente em um momento em que o tema deve ganhar protagonismo no debate eleitoral de 2026.
Aliados citam como exemplo o episódio em que Lula, durante viagem à Indonésia, afirmou que “traficantes são vítimas de usuários”. Apesar de o presidente ter se retratado logo depois, dizendo que a frase havia sido “mal colocada”, o trecho segue sendo explorado por adversários políticos nas redes sociais.
A avaliação entre auxiliares é que o presidente deve priorizar falas preparadas e revisadas previamente, para evitar interpretações controversas que possam reforçar o discurso de que a esquerda é leniente com o crime organizado.
A orientação ganhou ainda mais peso após a megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, na última terça-feira (28), que deixou 121 mortos, incluindo quatro policiais.
Desde então, Lula tem se manifestado apenas pelas redes sociais sobre o tema. No X (antigo Twitter), o presidente afirmou que determinou ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e ao diretor-geral da Polícia Federal que se reunissem com o governador Cláudio Castro (PL) para acompanhar as ações de segurança pública no estado.
“Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, escreveu Lula.
Estratégia de comunicação
Nos bastidores, auxiliares afirmam que a estratégia busca “não morder a isca” da oposição, que tenta associar o governo a uma suposta tolerância com o crime.
A comunicação do Planalto deve reforçar pautas positivas, como os investimentos federais em integração das forças de segurança, inteligência e combate ao tráfico de armas, ao mesmo tempo em que reduz improvisos e falas emocionais em eventos públicos.







