Lula reúne ministros para discutir tarifaço dos EUA e classificação de facções como grupos terroristas
Da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne os ministros nesta quarta-feira (3) para discutir a resposta do governo brasileiro à ameaça dos Estados Unidos de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e à decisão de classificar facções criminosas do país como organizações terroristas estrangeiras.
O encontro será a segunda reunião ministerial de 2026, mas a primeira com todos os integrantes da Esplanada desde a reforma ministerial realizada em abril, após o prazo de desincompatibilização eleitoral. A última reunião ampliada do governo havia ocorrido no fim de março.
Entre os principais temas da pauta está a proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação conduzida pelo Office of the United States Trade Representative (USTR), que apontou supostas práticas do Brasil que restringiriam ou onerariam o comércio bilateral. O relatório cita questões como o Pix, desmatamento ilegal, pirataria e falhas na aplicação de normas anticorrupção.
Caso seja implementada, a tarifa de 25% poderá entrar em vigor em 15 de julho. Em resposta, o governo brasileiro afirmou ter recebido o relatório com indignação e atribuiu a abertura da investigação à atuação de aliados da família Bolsonaro nos Estados Unidos.
A reunião também deve abordar a decisão anunciada pelo governo norte-americano de enquadrar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que informou que a classificação passará a valer a partir de 5 de junho.
Além dos temas internacionais, o encontro ministerial deve tratar de pautas com impacto político e eleitoral, como o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 e a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
Na semana passada, Lula afirmou que o combate ao crime organizado será conduzido pelas autoridades brasileiras e que o país não aceitará interferências externas em assuntos de segurança pública.








