terça-feira, 16 de junho de 2026

Maia diz que pensar em eleições de 2022 agora é “suicídio coletivo”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Redação

Em entrevista ao Estadão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cobrou “mais responsabilidade” dos pré-candidatos à sucessão do presidente Jair Bolsonaro e disse que ninguém sobreviverá a três anos de campanha. “Não está na hora de tratar de eleição. Isso é um suicídio coletivo”, afirmou Maia.

O democrata, no entanto, se movimenta nos bastidores para organizar a centro-direita em torno de uma agenda liberal e tem conversado com vários outros prováveis concorrentes ao Planalto, a exemplo do apresentador global Luciano Huck e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Maia é apontado como um dos nomes para a disputa de 2022, mas não revela nem a aliados mais fiéis seus planos para quando o seu mandato à frente da Câmara encerrar.

Chamado no Congresso de “primeiro-ministro”, o deputado tem atraído atenção dos novatos na Câmara, de todos os campos políticos, da esquerda à direita, por conta da atenção que ele dá a seus projetos. Esse, segundo o Estadão, que ouviu pessoas próximas a Maia, é um dos fatores que podem contribuir para uma possível releição sua na presidência da Câmara.

Outros fatores apontados são a rejeição de nomes do Centrão colocados até agora na sucessão (Aguinaldo Ribeiro -PB- e Arthur Lira – AL -, ambos do PP), o trânsito livre nos partidos e a boa relação com os novatos na Casa, entre eles Tabata Amaral (PDT), Kim Kataguiri (DEM), João Campos (PSB), Filipe Rigoni (Novo) e João Roma (PRB).

27 de outubro de 2019, 13:27

Compartilhe: