Maia grava vídeo apoiando Glenn e defende liberdade de imprensa
Laís Rocha
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), gravou um vídeo em que defende a liberdade de imprensa e o sigilo da fonte. Ainda no material, Maia equipara o vazamentos promovidos por hackers com aqueles feitos por agentes públicos: os dois são criminosos, entretanto o jornalista que os divulga está protegido pela Constituição e tem o direito de fazê-lo.
As imagens foram feitas para serem divulgadas no ato de apoio ao site The Intercept Brasil e ao jornalista Glenn Greenwald, que vêm publicando os diálogos entre o ministro da Justiça Sergio Moro e procuradores da Operação Lava Jato retirados do aplicativo Telegram.
“No país, no nosso Brasil democrático, no nosso estado democrático de direito, o sigilo da fonte é um direito constitucional. A partir daí, temos que discutir, de fato, um hacker que pegou de forma ilegal, ilícita, criminosa, dados de terceiros. [Ele] precisa ser punido. Investigado, descoberto, e aí sim, punido”.
Maia também ponderou que, “um agente público que vaza informações sigilosas que estão sob o seu comando também comete um crime. Todos os dois estão cometendo atos ilícitos. Um agente público entregou uma informação sigilosa a um meio de comunicação. Esse meio de comunicação deu divulgação. Ele está protegido pelo sigilo. Um hacker, um criminoso, extraiu informações de um cidadão. Passou para a sua fonte [veículo de mídia]. Ela pegou essas informações e jogou na sociedade”.
“O sigilo da fonte é um direito democrático”, finaliza Maia. “Não é a favor do Glenn, mas é a favor da nossa liberdade de expressão.”







