quarta-feira, 13 de maio de 2026

Mais de 10 toneladas de material reciclável são coletadas no São João da Bahia em três dias de festa na capital

Foto: Yago Matheus / Ascom Setre

Da redação

Catadores e catadoras de material reciclável já recolheram mais de 10 toneladas de resíduos sólidos no São João da Bahia, nas três áreas de Salvador onde ocorrem os festejos juninos. O volume de resíduos corresponde ao período entre a quarta-feira (18) até às 6h deste sábado (21), considerando as festas no Parque de Exposições, Pelourinho e Paripe.

O projeto Arraiá Sustentável e Solidário é uma ação do Governo da Bahia por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) em parceria com as cooperativas de catadores (as) e reciclagem e visa dar condições dignas de trabalho à categoria além de possibilitar a geração de renda durante as comemorações juninas.

Já foram recolhidos pelos catadores (as) 4.933,4 kg de alumínio (latinhas) e 4.664 Kg de plástico PET. Além disso, 469,35 kg de papelão e 214 kg de vidro são resíduos recebidos por meio de doação (camarotes e estabelecimentos comerciais). O montante coletado totaliza 10.280,75 kg de material reciclável retirado dos três arraiás.

São mais de 2 mil catadores e catadoras trabalhando no São João da Bahia, que ocorre na capital e outros 13 municípios do interior. O balanço completo com o volume de material coletado em todo o estado será divulgado no próximo dia 24. O investimento da Setre nas ações é de quase R$ 1 milhão.

O secretário da Setre, Augusto Vasconcelos, lembra que a ação dos festejos juninos integra o rol de apoios da pasta aos catadores. “Temos apoiado as cooperativas de catadores de materiais recicláveis durante todo o ano, comprando maquinários, reformando galpões, fornecendo apoio técnico, crédito e equipamentos de proteção individual. Além disso, atuamos por uma comercialização justa, inibindo a ação dos atravessadores e promovendo uma relação direta com a indústria. Essa é uma ação que une sustentabilidade ambiental e geração de renda para essas famílias que tanto precisam”, disse Vasconcelos.

Preço justo – Todos os catadores e catadoras recebem fardamento, água e Equipamentos de Proteção Individual (botas e luvas) e contam com as Vilas Juninas, pontos de apoio ao catador (a), geridas por 11 cooperativas de reciclagem que compram o material coletado, praticando preços justos com pagamento no ato da entrega dos resíduos, logo após a pesagem. O preço praticado por quilo de material é o seguinte: R$ 7 (alumínio) e R$ 1 (plástico e PET), com acréscimo de bônus de R$ 50 por cada 20 kg de plástico pesado. Todo o material coletado por catadores (as), ou doados (vidro e papelão), serão posteriormente vendidos à indústria de reciclagem pelas cooperativas.

Para Ana Carine Nascimento, representante das Voluntárias Sociais da Bahia e ligada à Cooperativa de Coleta Seletiva CAMA, a parceria das cooperativas de catadores (as) com o Governo da Bahia, por meio da Setre, é fundamental para a geração de trabalho e renda nos grandes eventos e possibilita a destinação adequada dos resíduos.

“A ação também garante a dignidade a esses trabalhadores. Quando você vai trabalhar sem um EPI é uma coisa, quando você vai trabalhar com EPI, com fardamento, é uma outra coisa porque as pessoas já começam a enxergar esses catadores e catadoras de materiais recicláveis como trabalhadores e já passa a olhar essas pessoas de uma outra forma, dando dignidade, entendendo que ali é mais um trabalho como qualquer outro. E o protagonismo dessas pessoas, dentro dessas festas, é outro ponto importante até porque as vilas [as centrais] elas são gestadas e geridas pelas cooperativas e associações, ou seja, acaba sendo de catador para catador, o atendimento, o acolhimento, o comércio justo. Então, todos esses elementos são importantes”, avalia a coordenadora.

22 de junho de 2025, 17:00

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