segunda-feira, 22 de junho de 2026

Mais de 760 pessoas ficam feridas durante referendo na Catalunha

Mais de 760 pessoas ficaram feridas em confrontos na Catalunha, onde foi realizado um referendo sobre a independência da região, segundo dados do Ministério da Saúde da Catalunha. O governo espanhol é contrário ao referendo que foi monitorado por forte aparato policial.

Duas pessoas estão em estado grave, de acordo com as autoridades locais. Um dos feridos com gravidade é um homem atingido no olho por um tiro de bala de borracha em frente a um dos centros de votação em Barcelona. Além desse caso, um idoso sofreu uma parada cardíaca enquanto a polícia expulsava pessoas de um colégio eleitoral na cidade de Lérida e foi internado também em Barcelona. A Polícia Nacional e a Guarda Civil da Espanha detiveram seis pessoas, uma delas menor de idade, acusadas de resistência, desobediência e atentado a autoridades. As informações são da agência EFE.

Pelo Twitter, o Ministério do Interior da Espanha divulga apenas o número de agentes das forças de segurança feridos durante os conflitos de hoje na Catalunha. Segundo o órgão, 19 policiais e 14 guardas-civis tiveram atendimento médico. Nos últimos dias, o governo central enviou para a região mais de 10 mil agentes. Os oficiais atuaram para impedir a realização da consulta, que não é considerada legal pelo governo espanhol. Foram confiscadas urnas e cédulas de voto, além de material de divulgação nos centros de votação.

As ações geraram protestos e muitos conflitos nas ruas da região. O porta-voz do governo catalão, Jordi Turull, atribuiu o número de feridos à violência “policial do Estado” e aconselhou aos feridos a comparecer a centros de saúde para obter um atestado médico e apresentar denúncia à polícia da região, conhecida como Mossos d’Esquadra. Já a Polícia Nacional defende a operação. Também por meio do Twitter, a polícia destacou que atua para defender “a legalidade, com proporcionalidade, congruência e oportunidade” e que “apesar das provocações, insultos ou agressões, nossa missão é proteger a legalidade e velar pelo Estado de Direito”.

01 de outubro de 2017, 21:01

Compartilhe: