Marcinho Oliveira apresenta moção por aniversário de Nordestina e Teixeira de Freitas
Da Redação
O deputado estadual Marcinho Oliveira (PDT) apresentou, na Assembleia Legislativa, duas moções de congratulações com os moradores de Nordestina e Teixeira de Freitas. Ambas as localidades estão completando 41 anos de emancipação político-administrativa neste 9 de maio.
“Manifesto aqui minha solidariedade e reafirmo o compromisso de atuar como interlocutor das duas localidades junto às esferas estadual e federal, buscando políticas públicas e recursos que promovam o desenvolvimento sustentável, valorizem as riquezas naturais e o potencial econômico do município, ampliem as oportunidades de emprego e renda e melhorem a qualidade de vida de toda a sua população”, afirmou o pedetista.
O parlamentar disse que “a história de Nordestina é uma história de coragem”. Ele lembrou que tudo começou em 1937, quando Tertuliano de Souza Pereira e Gregório Batista decidiram construir suas casas numa fazenda, no território do município de Queimadas.
A região vivia sob o clima de tensão e pavor deixado pelas passagens de Lampião e seu bando. “Desafiando o perigo e as agruras da seca, os dois pioneiros fixaram-se naquelas terras com um objetivo claro: produzir fibra de caruá e casca de angico, e lutar pelo desenvolvimento da região”, disse.
Foi em torno do armazém construído dentro da fazenda que floresceu o pequeno agrupamento humano, que foi crescendo à medida que mais e mais pessoas decidiam adentrar o sertão. “Em 1955, o povoado foi elevado à categoria de vila, recebendo o nome de Cajueiro”, informou.
A localidade continuou a progredir e a determinação de seus habitantes foi recompensada: em 9 de maio de 1985, o então governador João Durval Carneiro assinou a Lei nº 4.449, criando oficialmente o município de Nordestina. “O nome escolhido é uma homenagem direta à sua localização na região Nordeste do Estado da Bahia, e o município integra a 12ª Região Administrativa de Serrinha”, explicou.
“Nordestina guarda surpresas científicas de grande relevância”, disse o parlamentar, lembrando da descoberta, na década de 1980, de fósseis pré-históricos em seu território, despertando o interesse da comunidade científica”. Além disso, o solo nordestinense abriga jazidas minerais de ouro e diamante, exploradas até os dias atuais.
Trajetória – No outro extremo da Bahia, Teixeira de Freitas tem uma história que se entrelaça com a dos chamados “sertões” da antiga Capitania de Porto Seguro, entre os séculos XVI e XVIII e com a trajetória dos municípios de Caravelas e Alcobaça, segundo Marcinho.
Os portugueses promoveram a aculturação dos povos indígenas, buscando substituir língua, costumes e padrões culturais das comunidades nativas pela cultura europeia. “Esse processo moldou a formação de uma população mestiça composta por portugueses, indígenas e africanos escravizados, cuja diversidade é parte inseparável da identidade do povo teixeirense”, avaliou.
O embrião histórico da sede municipal foi o povoado de São José de Itanhém, formado por trabalhadores dedicados ao extrativismo vegetal da Mata Atlântica. “Entre o final da década de 1940 e o início dos anos 1950, a construção da BR-101 — cujo traçado cortava as terras do atual município — acelerou o desmatamento e a expansão das atividades madeireiras, atraindo novas famílias e intensificando o crescimento do povoado”, relatou.
O local inicialmente conhecido como Perna Aberta foi rebatizado pela Câmara Municipal de Alcobaça em homenagem a Teixeira de Freitas, advogado e estatístico baiano, um dos idealizadores do IBGE e pertencente a uma das mais tradicionais famílias do Recôncavo da Bahia, com papel relevante na história do Brasil Imperial.








