quarta-feira, 6 de maio de 2026

Marido e sogra de professora de pilates morta por envenenamento são apontados como mentores do crime, diz Polícia

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Da Redação

O inquérito da Polícia Civil que apura a morte da professora de pilates Larissa Rodrigues concluiu que o crime foi premeditado e teve como mentores o marido da vítima, o médico Luiz Antônio Garnica, e sua mãe, Elizabete Arrabaça. As informações são do G1.

De acordo com as investigações, a motivação do assassinato seria financeira. Luiz e Elizabete enfrentavam dificuldades econômicas e teriam planejado a morte de Larissa por meio de envenenamento com “chumbinho”, um veneno ilegal utilizado para matar ratos. O crime ocorreu em março deste ano, em Ribeirão Preto (SP).

Segundo o delegado Fernando Bravo, responsável pelo caso, Larissa apresentava sinais de intoxicação ao longo da semana anterior à morte, mas foi impedida pelo marido de procurar atendimento médico. O relatório final da investigação tem mais de 600 páginas e foi entregue ao Ministério Público, que deve apresentar denúncia formal nos próximos dias.

Luiz Garnica foi filmado chegando ao apartamento do casal um dia após o crime. Ele acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e simulou estar abalado. No entanto, conforme revelou o promotor Marcus Túlio Nicolino, o médico enviou uma mensagem à amante às 10h25 informando sobre a morte da esposa — antes mesmo da chegada da equipe do Samu, que constatou o óbito às 10h40.

Ainda segundo o G1, Luiz e a mãe criaram álibis para tentar despistar a autoria do crime. Entre eles, uma foto ao lado da amante em um shopping na noite do assassinato e o uso de aplicativos de GPS para simular deslocamentos. Ambos foram indiciados por homicídio doloso qualificado, com as qualificadoras de feminicídio e uso de meio cruel.

O inquérito também aponta Elizabete como a executora direta do crime. Ela teria ido ao apartamento de Larissa na noite anterior e, segundo uma carta escrita enquanto já estava presa, teria ministrado acidentalmente o veneno à nora. A defesa, no entanto, nega participação de mãe e filho no assassinato.

O caso ganhou novos desdobramentos após a exumação do corpo de Nathalia Garnica, irmã de Luiz e filha de Elizabete, que morreu em fevereiro, um mês antes de Larissa, sob circunstâncias semelhantes. A perícia confirmou que Nathalia também morreu por ingestão de “chumbinho”. Elizabete agora é investigada por ambos os casos.

A Polícia Civil e o Ministério Público também suspeitam que o pedido de divórcio feito por Larissa, após descobrir uma traição do marido, tenha sido o estopim para o crime.

Luiz Antônio Garnica e Elizabete Arrabaça estão presos preventivamente desde 6 de maio.

28 de junho de 2025, 21:32

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