Médico suspeito de feminicídio diz que vítima se automedicava
Da Redação
De acordo com depoimento, prestado à Polícia Civil nesta terça-feira (21), pelo médico Rodolfo Cordeiro Lucas – suspeito de jogar sua companheira do 5º andar de um prédio em Salvador -, a vítima Sáttia Lorena Patrocínio, de 27 anos, tinha ideias suicidas, “tomava remédio controlado e se automedicava”. A afirmação foi divulgada pelo portal G1 Bahia, mas a família da vítima nega a versão apresentada por Rodolfo.
O crime ocorreu na madrugada de segunda-feira, 20, em um edifício no bairro Jardim Armação. O médico foi preso em flagrante e teve sua prisão preventiva decretada pela polícia nesta terça-feira por tentativa de feminicídio. Sáttia está internada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE).
Rodolfo revelou na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que a situação teria ocorrido após uma discussão do casal. A vítima foi para o quarto do apartamento e ficou “pendurada do lado de fora da janela, segurando com as mãos na borda da janela”. O médico também disse que tentou resgatá-la, mas que, “infelizmente não conseguiu segurar”.
Suicida
Questionado se ele teria jogado a companheira pela janela, Rodolfo afirmou que “nunca faria isso”. Ainda no depoimento, ele afirmou que Sáttia tinha “ideações suicidas”, fazia terapia e tomava medicações prescritas por ela mesma. “Ela se medicava, se dopava”, disse durante o depoimento.
Segundo o médico, o casal tinha discussões por conta dos surtos de ciúmes da vítima e que, durante as brigas, ela chegava a agredi-lo fisicamente com mordidas, socos, tapas e ameaçava se jogar da janela e da varanda. Rodolfo também disse que nunca conversou com a família de Sáttia sobre a depressão por conta de um pedido da própria companheira.
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