Mergulhador morre durante operação para resgatar superiate afundado na Sicília
Da Redação
Mais uma morte está ligada ao misterioso naufrágio do superiate Bayesian, ocorrido em agosto do ano passado na costa da Sicília. Na última sexta-feira (10), o mergulhador holandês Robcarnelis Uiben, de 39 anos, morreu durante a operação de resgate da embarcação de 56 metros de comprimento. A tragédia eleva para sete o número de vítimas relacionadas ao naufrágio, incluindo o proprietário do barco, o bilionário britânico Mike Lynch, e sua filha Hannah, de 18 anos.
Segundo o colunista Jorge de Souza, do portal UOL, Uiben operava um maçarico submarino para cortar o mastro do veleiro, parte do procedimento para reduzir o peso da embarcação antes de içá-la. As causas do acidente ainda não foram esclarecidas, o que levou à suspensão imediata da operação e à abertura de nova investigação pela polícia italiana.
O naufrágio do Bayesian continua envolto em mistério. O superiate, considerado “inafundável” por seu fabricante, afundou quase instantaneamente durante uma tempestade inesperada, mesmo estando ancorado a apenas 300 metros da costa. Das 22 pessoas a bordo, 15 sobreviveram. Três tripulantes — incluindo o comandante — chegaram a ser presos por suspeita de negligência.
As investigações iniciais apontam para uma combinação de fatores. O mastro de 72 metros pode ter funcionado como uma vela ao ser atingido por rajadas de vento acima de 100 km/h. Além disso, suspeita-se de um alagamento prévio na casa de máquinas e falhas no posicionamento da quilha móvel do casco.
“Foi o impossível que aconteceu”, afirmou Giovanni Costantino, CEO do estaleiro responsável pelo Bayesian, citado por Jorge de Souza. O chefe da Agência de Proteção Civil da Sicília, Salvo Cocina, resumiu: “O barco estava no lugar errado, na hora errada”.
O caso lembra tragédias como a do Andrea Doria, navio italiano que afundou em 1956 e depois vitimou mais mergulhadores durante as explorações de seus destroços do que na própria colisão. A má fama do Bayesian só cresce, enquanto o mundo aguarda o içamento que poderá, enfim, revelar por que o iate de luxo afundou.








