Michelle chama ministros do STF de ‘tiranos’ às vésperas do julgamento de Bolsonaro
Da Redação
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal neste domingo (7), véspera do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pela participação em uma trama golpista. Em áudio enviado a manifestações bolsonaristas em Brasília e no Rio de Janeiro, ela chamou ministros da corte de “perversos”, “injustos” e “tiranos”.
“Movidos por vingança, autoridades perversas prenderam inocentes, crianças foram levadas para um campo de detenção montado na Polícia Federal. Idosas foram presas por causa do 8 de janeiro, estão sendo espancadas na cadeia”, afirmou Michelle na gravação.
Ela disse ainda que o país vive uma “ditadura” marcada por perseguição política e dirigiu críticas diretas à corte: “Ministros, vocês prometeram cumprir as leis e defender a nossa Constituição. Ela está sendo rasgada diariamente. Injustiças são cometidas por alguns poucos do vosso meio que se dizem juízes, mas agem como tiranos.”
Michelle está em São Paulo e deve participar de um ato na avenida Paulista na tarde deste domingo. Em sua fala, classificou o julgamento que será conduzido pelo STF como “uma grande peça teatral com enredo de perseguição e ilegalidades”.
Mobilizações bolsonaristas
Em Brasília, apoiadores de Bolsonaro protestaram contra o presidente Lula (PT) e contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no Supremo. Os manifestantes exibiam faixas com críticas ao que chamam de “ditadura da toga” e defendiam anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
O deputado Zé Trovão (PL) fez ataques diretos ao presidente e ao ministro. “Quero deixar recado bem claro para Alexandre de Moraes e Lula: os dias de vocês estão se acabando. Vocês não vão permanecer sendo corruptos, imundos e ditadores. O povo brasileiro vai vencer essa guerra, porque é Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, disse.
Já a deputada Bia Kicis (PL-DF) classificou o desfile de 7 de Setembro como um “desfile de comunistas” e acusou o governo de usar a data para promover uma agenda ideológica. Durante os discursos, parte do público entoava gritos de “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.








