sexta-feira, 24 de abril de 2026

Ministro da Defesa da Venezuela diz que seguranças de Maduro foram mortos “a sangue frio” em ataque dos EUA

Foto: Reprodução

Da redação

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou neste domingo (4) que integrantes da equipe de segurança do presidente Nicolás Maduro foram mortos “a sangue frio” durante o ataque militar realizado pelos Estados Unidos no sábado (3), operação que resultou na captura do chefe de Estado venezuelano.

Em pronunciamento em vídeo, ao lado de membros das Forças Armadas, Padrino declarou que entre as vítimas estão “soldados, soldadas e cidadãos inocentes”, sem detalhar nomes ou o número de mortos. O ministro leu um comunicado oficial no qual condenou a intervenção norte-americana e exigiu a libertação imediata de Maduro, atualmente detido em Nova York sob acusações de narcoterrorismo.

No sábado, diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas durante a ofensiva conduzida pelos Estados Unidos. Em meio à ação militar, Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e transferidos para os Estados Unidos.

O episódio marca uma nova intervenção direta dos EUA na América Latina. A última invasão militar norte-americana na região ocorreu em 1989, no Panamá, quando o então presidente Manuel Noriega foi capturado sob acusação de envolvimento com o narcotráfico.

Assim como no caso panamenho, o governo dos Estados Unidos acusa Maduro de liderar um suposto cartel de drogas conhecido como “Cartel de los Soles”, embora especialistas em tráfico internacional questionem a existência da organização. Durante o governo Donald Trump, os EUA chegaram a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.

Críticos da ação avaliam que a ofensiva tem motivações geopolíticas, incluindo o objetivo de afastar a Venezuela de aliados estratégicos dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, país que detém as maiores reservas comprovadas de óleo do mundo.

04 de janeiro de 2026, 22:30

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