Ministros e aliados do governo Lula avaliam que prisão de Bolsonaro pode aprofundar divisão da sociedade
Da Redação
Ministros do governo Lula e aliados do presidente no Congresso veem com apreensão uma eventual prisão de Jair Bolsonaro (PL) em decorrência do avanço das investigações contra o ex-presidente.
A possibilidade de prisão de Bolsonaro atiçou a militância petista. Movimentos sociais ligados ao governo pretendem incorporar o pedido de prisão do ex-presidente no rol de reivindicações das manifestações no 7 de Setembro.
Apesar disso, segundo a Folha de S. Paulo, integrantes do governo e articuladores políticos dizem torcer para que uma prisão, caso ocorra, seja em cumprimento a uma solicitação do Ministério Público Federal e com robustez de provas.
A avaliação é que a eventual detenção de Bolsonaro poderia contribuir para inflamar e dividir mais a sociedade.
Apesar de todas essas apurações, um parlamentar muito próximo de Lula cita a própria anulação das acusações contra o petista e a posterior absolvição de Dilma Rousseff (PT) em processos como exemplos do que pode vir a ocorrer com Bolsonaro.
De acordo com a Folha, esse congressista lembra que muitos petistas foram alvos de investigação e avalia que esse “mangue” tem que acabar, numa referência a decisões da Justiça que considera arbitrárias.
Ainda de acordo com a Folha de S. Paulo, dois ministros avaliam ser necessário ter maiores evidências antes que seja tomada uma medida desta, já que a prisão do ex-presidente poderia, em vez de enfraquecê-lo politicamente, contribuir para inflar seus apoiadores.
Eles lembram que Lula, mesmo preso, conseguiu articular a candidatura de Fernando Haddad (PT) no seu lugar e levou o aliado a ficar em segundo lugar na disputa presidencial de 2018.







