segunda-feira, 4 de maio de 2026

MPF investiga falta de vagas no curso de Medicina da Ufba

Foto: Divulgação

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar a falta de vagas em disciplinas do curso de Medicina da Universidade Federal da Bahia (Ufba). A medida foi adotada após o órgão receber uma denúncia sobre a insuficiência de vagas em matérias obrigatórias, que estaria afetando alunos ingressos entre 2023 e 2024.

De acordo com o Correio, o MPF enviou um ofício à universidade em setembro, solicitando informações sobre a oferta de vagas. O documento menciona que o número disponível em disciplinas fundamentais é “notoriamente inferior à demanda real e previsível”, o que tem levado a uma “sistemática e inaceitável exclusão de discentes no momento da matrícula”.

Um dos exemplos citados é a disciplina Anatomia de Sistemas II, que teria disponibilizado 88 vagas regulares para uma demanda de 160 alunos. Para minimizar o impacto, a Ufba dividiu o quarto semestre em dois blocos, medida que, segundo estudantes, pode atrasar a formação dos futuros médicos.

No início de setembro, alunos protestaram em frente à Reitoria, no bairro do Canela, em Salvador, cobrando soluções. “Estamos enfrentando sérios problemas para cursar disciplinas obrigatórias. Isso vem desde a pandemia, quando o ingresso de novos alunos continuou mesmo sem aulas presenciais”, afirmou o estudante Hiago Herédia, durante o ato realizado em 1º de setembro.

Universidade atribui superlotação à judicialização

Antes do protesto, o MPF já havia solicitado esclarecimentos à direção da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB), em 14 de agosto, dando prazo de dez dias úteis para resposta. O Ministério pediu que a instituição confirmasse se houve insuficiência de vagas e fracionamento de semestre, além de apresentar as medidas adotadas para resolver a situação.

Em 2024, a Faculdade de Medicina chegou a propor reduzir o número de vagas ofertadas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) a partir de 2025, como forma de mitigar a superlotação causada pela judicialização. A medida, no entanto, não foi implementada.

10 de outubro de 2025, 08:00

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